
Secretário da Marinha dos EUA renuncia durante bloqueio naval ao Irã

O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (22). A saída, que ocorre durante o bloqueio naval do país ao Irã, não foi acompanhada de explicações oficiais.
O porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, divulgou um comunicado sobre o caso em suas redes sociais. "Desejamos-lhe sucesso em seus futuros empreendimentos", disse.
Ainda de acordo com Parnell, o subsecretário da Marinha, Hung Cao, assume o cargo com efeito imediato.
Saída abrupta
A saída abrupta do secretário acontece em meio às tensões no Oriente Médio. Após os EUA, ao lado de Israel, iniciarem uma campanha de agressão contra o Irã, em fevereiro, os países encontram-se em um estado de frágil cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial, encontra-se com um bloqueio orquestrado pelo governo do presidente Donald Trump e executado pela Marinha norte-americana.

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Mudanças em Washington
Phelan foi indicado por Trump e tomou posse em março de 2025. Empresário e colecionador de arte, ele não possuía experiência militar prévia e permaneceu pouco mais de um ano à frente da Marinha.
A saída também acontece em um contexto de mudanças no Pentágono. Recentemente, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, aceitou a renúncia do chefe do Estado-Maior, Randy George.
Cessar-fogo no Golfo
- Na terça-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que ampliará o atual cessar-fogo até que a liderança iraniana apresente uma proposta unificada. Ele afirmou que a decisão se deve ao fato de que o governo do Irã estaria, supostamente, "gravemente dividido" e a um pedido do Paquistão para que Washington suspenda seus ataques contra a República Islâmica.
- Trump informou ter ordenado às Forças Armadas que mantenham o bloqueio naval ao país e permaneçam preparadas e operacionais. A decisão ocorreu após a suspensão das negociações previstas para esta quarta-feira em Islamabad.
- A agência Tasnim News Agency informou que, segundo fontes, Teerã "não teria solicitado uma prorrogação do cessar-fogo", o que pode indicar que o anúncio de Trump signifique que "fracassou na guerra".
