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Reino Unido convoca embaixadora argentina por disputa sobre petróleo nas Malvinas

Buenos Aires recorreu a um tribunal internacional contra o projeto Sea Lion, enquanto Londres acusou o país sul-americano de tentar prejudicar a economia das ilhas.
Reino Unido convoca embaixadora argentina por disputa sobre petróleo nas MalvinasGettyimages.ru

O governo do Reino Unido convocou na quarta-feira (30) a embaixadora argentina em Londres, Mariana Plaza, e acusou Buenos Aires de tentar "minar os direitos e os meios de subsistência" da população das Ilhas Malvinas. O governo de Javier Milei rejeitou a acusação nesta quinta-feira (1º).

A ministra britânica para os Territórios de Ultramar, Uma Kumaran, afirmou que a atividade econômica considerada legal por Londres nas ilhas não representa falta de compromisso internacional. Segundo ela, as ações argentinas são tentativas deliberadas de "minar a prosperidade e a segurança econômica" da população local.

Kumaran declarou ainda que o Reino Unido continuará apoiando as autoridades das ilhas e afirmou que a conduta argentina "levanta dúvidas sobre a confiabilidade" do país como parceiro de Londres.

A reclamação britânica ocorreu após Milei anunciar que a Argentina recorreria ao Tribunal Internacional do Direito do Mar contra o que classificou como "saque ilegal" de recursos argentinos por meio do projeto Sea Lion, localizado na Bacia das Malvinas Norte.

Resposta argentina

A Chancelaria argentina respondeu que "submeter uma controvérsia a um tribunal internacional imparcial é o ato mais responsável que um Estado pode realizar" e lembrou que o Reino Unido também integra a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

"A República Argentina rejeita a manipulação do princípio de livre determinação dos povos que o Reino Unido pretende impor e que as Nações Unidas não aplicaram aos atuais habitantes das ilhas", afirmou o governo argentino.

Buenos Aires também rejeitou a sugestão de que recorrer a um procedimento internacional colocaria em dúvida sua confiabilidade como parceiro e questionou qual conduta refletiria melhor um compromisso internacional responsável: recorrer a um tribunal ou desacreditar um mecanismo ao qual os dois Estados estão vinculados.