Dia Mundial do Café: Brasil abastece o mundo e Rússia entra para o Top-10 do consumo

O recorde de US$ 459,3 milhões em compras do produto brasileiro pelos em 2025 reforça a crescente presença do grão brasileiro no mercado russo.

Hoje, dia 1º de outubro, celebra-se o Dia Internacional do Café, a bebida mais consumida no Brasil depois da água.

Dados da Organização Internacional do Café (ICO) mostram que o Brasil, o maior produtor mundial, foi o segundo maior consumidor da bebida no ano cafeeiro 2025–2026, em termos absolutos, com 23,5 milhões de sacas, enquanto a Rússia consome 4,37 milhões de sacas, ocupando a 10ª posição.

Os EUA lideraram com 24,6 milhões de sacas, seguidos por Brasil (23,5 milhões), Alemanha (9,59 milhões), Japão (6,25 milhões), Indonésia (6,04 milhões), Itália (5,85 milhões), França (5,84 milhões), China (5,42 milhões), Vietnã (5,2 milhões) e Rússia (4,37 milhões).

No total, o consumo global atingiu 180,6 milhões de sacas (cada uma equivale a 60 kg), uma leve queda em relação às 182,2 milhões do ano anterior.

Consumo na Rússia

Na Rússia, o café também tem forte ligação com o Brasil: em 2025 o país importou o recorde de US$ 459,3 milhões em café brasileiro, segundo dados de exportação do lado brasileiro. 

O ritmo desacelerou em 2026, quando as remessas do primeiro semestre caíram um quarto, para US$ 171,6 milhões, mas em agosto as compras chegaram a US$ 35,6 milhões, o maior nível em cinco meses.

Das primeiras mudas à liderança mundial

As primeiras mudas de café foram trazidas ao Brasil em 1727 por Francisco de Melo Palheta, vindas da Guiana Francesa, a pedido das autoridades do Maranhão e Grão-Pará.

As primeiras grandes lavouras surgiram no início do século 19, no Vale do Paraíba, no sul do estado do  Rio de Janeiro.

Em seguida foram avançando pelo Vale do Paraíba paulista e o interior de São Paulo, onde o ciclo do café atingiu oi auge na segunda metade do século 19 e no começo do século 20, fazendo do produto o principal item da pauta exportadora brasileira. 

O café brasileiro chegou a responder por mais da metade da produção mundial. A riqueza do grão financiou ferrovias, impulsionou a imigração e a urbanização e tornou São Paulo o centro econômico do país.

Há mais de um século e meio, o Brasil é o maior produtor mundial do grão, com colheita entre os meses de maio e setembro e seus maiores compradores são EUA, Alemanha e Itália.