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Lula fala em recriar Ciências sem Fronteiras para maximizar ganhos com terras raras; entenda

"Formar engenheiro, pesquisador, geofísico aqui. A gente tem que aprender a tirar, processar, industrializar, transformar e vender. Não vender material bruto", defendeu.
Lula fala em recriar Ciências sem Fronteiras para maximizar ganhos com terras raras; entendaGettyimages.ru / Mateus Bonomi/Anadolu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em entrevistas a diferentes apresentadores de podcasts nesta quarta-feira (30), um "novo modelo de desenvolvimento" que aproveite o potencial das reservas brasileiras de terras raras. Segundo o chefe de Estado, o programa Ciência sem Fronteiras poderia ser recriado com essa finalidade.

"Esse negócio das terras raras é uma coisa muito difícil. Nós temos que formar engenheiro aqui, pesquisador aqui, geofísico aqui. Essa gente tem que aprender a gente tirar, processar, industrializar, transformar e vender. Não vender material bruto", sustentou.

Na avaliação do presidente, os brasileiros não são menos inteligentes do que os chineses ou os norte-americanos. Segundo ele, a diferença está nas oportunidades oferecidas em outros países.

Nesse sentido, Lula citou o caso de um estudante de Samambaia (DF), bolsista do ProUni, que, segundo o presidente, recebeu um prêmio mundial na área de engenharia digital durante uma competição realizada na China.

A competição mencionada pelo presidente seria, ao que tudo indica, a WorldSkills Shanghai 2026, realizada em Xangai entre 22 e 27 de setembro. O torneio reuniu cerca de 1,4 mil participantes de 70 países, que disputaram 64 ocupações. A delegação brasileira conquistou oito medalhas e 29 medalhas de excelência, terminando em segundo lugar na classificação geral por pontos.