Notícias

'Brasil não será exportador de terras raras e minerais críticos in natura', diz Lula

O presidente defendeu o beneficiamento de materias como minerais críticos, caso contrário, "a gente vai ficar vendo o Trump brigar com o Xi Jinping".
'Brasil não será exportador de terras raras e minerais críticos in natura', diz LulaGettyimages.ru / Mateus Bonomi/Anadolu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (24) que o Brasil não deve se limitar a exportar terras raras e minerais críticos sem agregar valor aos produtos.

Durante encontro com lideranças do sistema de ciência e tecnologia no Brasil, na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Paulo, Lula defendeu investimentos em pesquisa e no beneficiamento desses recursos.

"Como o Brasil tem um potencial extraordinário, temos que nos qualificar para que a gente seja dono do que temos no nosso território. O Brasil não será exportador de terras raras e minerais críticos in natura. Não", disse o presidente.

Investimento em pesquisa

Segundo Lula, o desenvolvimento de tecnologias para explorar esses recursos depende de investimentos em pesquisa. Ele citou o desenvolvimento da exploração do pré-sal como exemplo de uma política de longo prazo baseada em ciência e inovação.

"Quando a gente descobriu o pré-sal foi resultado de teimosia de investir em pesquisa. Se você não investe em pesquisa, não vai achar nada", afirmou.

O presidente também relacionou a disputa global por minerais críticos à competição entre Estados Unidos e China. Terras raras são usadas na fabricação de produtos estratégicos, como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa.

"O que é essa tal de terra rara, de minerais críticos? Ou seja, se a gente não pesquisar e não investir, sem saber se vai dar certo ou não, a gente não vai entrar nessa disputa. A gente vai ficar vendo o Trump brigar com o Xi Jinping", declarou.

Por fim, o presidente disse que o país precisa desenvolver projetos com planejamento e continuidade para transformar seus recursos naturais em vantagem econômica. "Se a gente quiser resolver os problemas do país, a gente vai precisar criar projetos que tenham começo, meio e fim, que tenham sustentação", disse.