O partido de oposição Alternativa para a Alemanha (AfD) atingiu 30% das intenções de voto em nível nacional pela primeira vez na história, de acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (15) pelo instituto GMS.
Em comparação com o final de julho, o AfD ganhou dois pontos percentuais, enquanto o partido liderado pelo chanceler alemão Friedrich Merz, a União Democrata-Cristã (CDU) e seu parceiro regional, a União Social Cristã da Baviera (CSU), perdeu três pontos.
Os Verdes cresceram em 1%, chegando a 14%. O Partido Social-Democrata, parceiro de coalizão de Merz, e o Die Linke (A Esquerda) estão empatados com 11% após o Die Linke crescer em um ponto. O Partido Democrático Livre, de centro-direita, permaneceria fora do Parlamento alemão com 4%. Por fim, o partido Aliança Sahra Wagenknecht – Razão e Justiça, criado por dissidentes do Die Linke, pontuou em 3%.
Uma nova realidade na política alemã
O AfD foi fundado em 2013, no auge da crise da zona do euro, como um movimento de oposição à maior integração entre os países da União Europeia. Após a crise migratória de 2015, o partido adotou uma postura muito mais rígida em relação à imigração, asilo político, identidade nacional.
O partido também defende uma mudança radical na política energética e externa alemã, incluindo a restauração das relações econômicas com a Rússia e o retorno a um modelo econômico baseado em energia barata.
Já o atual chanceler Friederich Merz continua a quebrar recordes negativos de popularidade, com uma pesquisa revelando que somente 14% dos alemães o consideram um líder adequado, sendo reprovado até mesmo pela maioria dos eleitores do seu próprio partido.
Após a má performance da CDU nas eleições regionais da Saxônia-Anhalt, e a possibilidade de resultados negativos também nas eleições em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a possibilidade de substituir Merz por um líder mais popular já vem sendo aventada internamente.