Pesquisadores chineses apresentaram um plano para desenvolver caças capazes de assumir o controle se o piloto perder a consciência, navegar sem sinais de satélite e coordenar formações de drones que se reorganizem sozinhas. A informação foi publicada pelo South China Morning Post nesta quinta-feira (10).
O Instituto de Projeto e Pesquisa de Aeronaves de Shenyang está associado ao desenvolvimento do caça conhecido como J-50. O sistema de voo autônomo poderia transformar ordens táticas em manobras e monitorar as condições da aeronave para antecipar falhas.
Em situações de sobrecarga ou incapacidade do piloto, assumiria o controle e continuaria a missão, com prioridade para a segurança do voo.
Para operar sem navegação por satélite, os pesquisadores propõem combinar dados de diferentes sensores e tecnologias, incluindo navegação inercial quântica, visual, geomagnética e por comparação do terreno.
Formações de drones
Na proposta, caças tripulados atuariam como centros de comando para aeronaves não tripuladas encarregadas de reconhecimento, ataque e proteção. Se uma delas deixasse a formação por falha ou dano em combate, as demais poderiam reorganizar posições e redistribuir as tarefas pendentes, sem depender de um líder permanente.
Os autores do estudo não defendem entregar diretamente à inteligência artificial (IA) as funções mais críticas para a segurança. Controles convencionais continuariam responsáveis pela estabilidade e pelos limites físicos do voo, enquanto a IA atuaria principalmente nas decisões táticas, nas trajetórias e na coordenação entre aeronaves.
A equipe propõe testes iniciais em plataformas não tripuladas de menor custo antes da adoção em aeronaves maiores.