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China acelerará integração da IA às suas Forças Armadas

Porta-voz do Ministério da Defesa chinês afirmou que o país "construirá gradualmente um sistema militar inteligente".
China acelerará integração da IA às suas Forças ArmadasMaxim Shemetov / Gettyimages.ru

A China pretende incorporar tecnologias avançadas às suas Forças Armadas como parte de um amplo processo de modernização da defesa nacional, informou na sexta-feira (7) Chen Xi, porta-voz do Ministério da Defesa chinês.

'A modernização da defesa nacional e das Forças Armadas é uma modernização que oferece apoio estratégico para alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa; é uma modernização que integra mecanização, informatização e inteligência artificial; e é uma modernização que preserva a natureza, o propósito e o verdadeiro caráter do Exército", declarou.

O porta-voz afirmou que a China estabeleceu como objetivo fortalecer suas Forças Armadas e, para isso, "acelerará o fornecimento efetivo de capacidades de combate avançadas e construirá gradualmente um sistema militar inteligente".

Nesse contexto, Chen também destacou a importância de ampliar a integração das capacidades de combate e fortalecer a preparação das tropas.

Segundo o porta-voz, as medidas têm como objetivo construir “uma nação forte” e acelerar a transformação do Exército Popular de Libertação em uma força militar de classe mundial.

A mensagem de Xi Jinping

Durante suas declarações, o porta-voz do Ministério da Defesa também citou um discurso recente do presidente Xi Jinping, no qual o líder chinês orientou as Forças Armadas a implementar de maneira mais ativa sistemas não tripulados e tecnologias de inteligência artificial (IA).

Xi pediu o aprofundamento do desenvolvimento baseado em inovação para avançar na modernização de alta qualidade da defesa nacional e das Forças Armadas.

O presidente também enfatizou a necessidade de cumprir os objetivos estabelecidos para o centenário do Exército Popular de Libertação, que será celebrado em 2027, por meio de um "progresso decisivo" na modernização básica da defesa nacional.

Da mesma forma, Xi destacou que as capacidades de combate continuam sendo o "objetivo final e o critério de avaliação" do processo de modernização. Nesse sentido, pediu o fortalecimento da aplicação militar de tecnologias inteligentes e não tripuladas, além do avanço no desenvolvimento de sistemas de informação em rede.

A meta é estabelecer gradualmente um sistema militar inteligente. Segundo Xi, essa transformação proporcionará "um forte apoio estratégico" para a construção de uma grande nação e para o rejuvenescimento nacional por meio da modernização com características chinesas.

Novas tecnologias militares

  • Nos últimos anos, a China acelerou o desenvolvimento de armamentos de nova geração, em meio à crescente rivalidade estratégica com os Estados Unidos e ao aumento das tensões em torno de Taiwan e das disputas territoriais no mar do Sul da China.
  • Pequim busca ampliar sua capacidade de dissuasão e fortalecer sua influência militar na região por meio da incorporação de sistemas cada vez mais avançados.
  • Entre os exemplos está o míssil hipersônico antinavio YJ-20, cuja recente integração aos destróieres Tipo 052D amplia significativamente o alcance ofensivo da Marinha chinesa. O armamento é capaz de atingir velocidades superiores a Mach 5 e atacar alvos navais a distâncias estimadas entre 1.000 e 1.500 quilômetros.
  • Outro avanço significativo são os caças furtivos de sexta geração J-36 e J-50, que continuam realizando voos de teste e representam a aposta de Pequim no domínio da próxima geração do combate aéreo.