
IA chinesa reconhece alvos semelhantes a caças F-22 e F-35 com cerca de 90% de precisão

Pesquisadores chineses desenvolveram uma inteligência artificial leve para mísseis ar-ar, capaz de reconhecer, por infravermelho, alvos que simulam caças F-22 e F-35 com cerca de 90% de precisão. A informação foi publicada pelo South China Morning Post nesta quinta-feira (13).
O sistema foi projetado para funcionar dentro do próprio míssil, onde há limitações de tamanho, peso, consumo de energia e capacidade computacional. A proposta é manter alta velocidade de reconhecimento sem exigir a estrutura de modelos tradicionais de aprendizado profundo.
A IA foi desenvolvida para distinguir a assinatura térmica real de uma aeronave de fontes de despiste, como flares. Esses artefatos são lançados por caças para confundir sensores infravermelhos e tentar romper o rastreamento de mísseis guiados por calor.
Resultados dos testes

No conjunto total de testes, o modelo alcançou 97,1% de precisão na classificação e no reconhecimento de alvos. Esse índice não corresponde especificamente aos modelos que simulavam F-22 e F-35, para os quais os pesquisadores apontaram taxa de cerca de 90%.
Os experimentos usaram 3.245 imagens infravermelhas captadas por um sistema de varredura instalado em míssil. O conjunto reuniu três categorias de alvos aéreos: dois tipos de aeronaves que imitavam F-22 e F-35 e uma munição de permanência prolongada.
Após a implementação em um acelerador de hardware, o sistema registrou precisão de 96,4%, tempo médio de inferência de cerca de 1,5 milissegundo e consumo total de 2,2 watts.
Estrutura compacta
Em comparação com métodos anteriores, o novo modelo reduziu o número de parâmetros para 16,1% e a exigência computacional para 19,2%. A plataforma Zynq7020 usada no estudo custa algumas centenas de yuans, e a equipe também desenvolveu um acelerador de IA com módulos otimizados, processamento paralelo e técnicas de armazenamento de dados.
Os resultados foram obtidos com alvos simulados. An Jiangshan, primeiro autor do estudo, afirmou que dados envolvendo caças reais de quinta geração não podem ser divulgados por questões de confidencialidade e que o desempenho da tecnologia em mísseis superfície-ar ainda precisa ser verificado.

