
VÍDEO, FOTOS: 'Fora, ianques!' — protestos no Peru contra a visita de Marco Rubio

Coletivos de esquerda marcharam nesta quarta-feira (9) por Lima, a capital do Peru, para expressar o repúdio à visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao país.
🔴 Nuestro Partido presente en la Movilización de repudio a la “visita” de Marco Rubio al Perú. Junto a otras organizaciones de izquierda y colectivos progresistas y democráticos, nos movilizamos por las calles de Lima rechazando la presencia del enviado imperialista, 🧵 https://t.co/kml0bJAVMF
— Patria Roja (@patriaroja) September 10, 2026
Os manifestantes carregavam faixas e gritavam palavras de ordem contra Rubio e a política do governo americano.
"Não queremos e não temos a menor vontade de ser uma colônia norte-americana" foi um dos slogans entoados pelos presentes.
Enquanto isso, em seus cartazes lia-se: "Fora do Peru, Marco Rubio", "Fora, ianques", "Não ao Escudo das Américas", em referência à adesão do país à iniciativa de segurança regional promovida por Washington.
#Perú 🇵🇪 A las 6 de la tarde por las calles del Centro Histórico de Lima, decenas de ciudadanos se movilizan en apoyo al pueblo de #Palestina y contra la presencia del Secretario de Estado @marcorubio @teleSURtv https://t.co/BZm4jgkPHQ
— Fernando Chumpitaz (@Pebraesphoto) September 9, 2026
Para os participantes da marcha, que também tremularam bandeiras da Palestina, do Irã e do Líbano, a visita do secretário de Estado ilustra a política de ingerência de Washington, bem como sua tentativa de recuperar influência diante do crescente peso econômico da China na região.

Um dos manifestantes disse que Rubio "representa o que há de mais terrível e o genocídio contemporâneo".
"Basta lembrar o que está acontecendo na Palestina e a guerra do Irã para nos colocarmos ao lado dos oprimidos contra eles", afirmou, ressaltando que "estão fazendo o mesmo na América Latina".
"Acho que eles realmente compraram a ideia de que querem recuperar seu quintal. Sendo que, aqui, o principal parceiro comercial continua sendo os chineses — aqui, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina", enfatizou.
