Visita de Rubio à Colômbia provoca acusações de tentativa de intervenção dos EUA

A visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Colômbia nesta terça-feira (8) provocou críticas e acusações de que Washington estaria tentando ampliar sua influência sobre o país e interferir em sua soberania.
O senador Iván Cepeda afirmou que Rubio poderia estar buscando compromissos que aumentariam a dependência da Colômbia em relação aos EUA.
Ele também levantou dúvidas sobre uma possível oferta de ajuda humanitária americana às vítimas do terremoto que atingiu o país no mês passado e deixou milhares de mortos.
#Política | El senador y líder de la oposición, Iván Cepeda, advirtió desde Cartagena que la visita del Secretario de Estado, Marco Rubio, será para sellar compromisos de intervención en Colombia. pic.twitter.com/OG2iJhtAEE
— ÚltimaHoraCaracol (@UltimaHoraCR) September 5, 2026
Cepeda questionou também os interesses de Washington no setor energético colombiano.
"O objetivo é transformar a Colômbia em uma espécie de reserva de petróleo e energia para os EUA, por meio da intensificação da exploração?", perguntou.
A senadora María Eugenia Londoño também criticou a visita e rejeitou qualquer tentativa de transformar a Colômbia em uma plataforma para os interesses militares, políticos ou econômicos dos EUA.
"A Colômbia não é o quintal dos EUA. Exigimos transparência sobre os acordos militares, de inteligência e de cooperação que Washington pretende firmar", escreveu.
A visita de Rubio ocorrerá em um momento de mudança na relação entre os dois países. Durante o governo de Gustavo Petro (2022–2026), Bogotá manteve frequentes atritos com Washington, por ter uma posição de independência.
Já o atual presidente, Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto, adotou uma postura de alinhamento ao presidente americano Donald Trump e defendeu uma aliança estreita com os EUA.
