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Visita de Rubio à Colômbia provoca acusações de tentativa de intervenção dos EUA

"O objetivo é transformar o país em uma espécie de reserva de petróleo e energia para os EUA, por meio da intensificação da exploração?", indagou o senador de oposição Iván Cepeda.
Visita de Rubio à Colômbia provoca acusações de tentativa de intervenção dos EUAMehmet Eser / Sebastian Barros / Gettyimages.ru

A visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Colômbia nesta terça-feira (8) provocou críticas e acusações de que Washington estaria tentando ampliar sua influência sobre o país e interferir em sua soberania.

O senador Iván Cepeda afirmou que Rubio poderia estar buscando compromissos que aumentariam a dependência da Colômbia em relação aos EUA.

Ele também levantou dúvidas sobre uma possível oferta de ajuda humanitária americana às vítimas do terremoto que atingiu o país no mês passado e deixou milhares de mortos.

Cepeda questionou também os interesses de Washington no setor energético colombiano. 

"O objetivo é transformar a Colômbia em uma espécie de reserva de petróleo e energia para os EUA, por meio da intensificação da exploração?", perguntou.

A senadora María Eugenia Londoño também criticou a visita e rejeitou qualquer tentativa de transformar a Colômbia em uma plataforma para os interesses militares, políticos ou econômicos dos EUA.

"A Colômbia não é o quintal dos EUA. Exigimos transparência sobre os acordos militares, de inteligência e de cooperação que Washington pretende firmar", escreveu.

A visita de Rubio ocorrerá em um momento de mudança na relação entre os dois países. Durante o governo de Gustavo Petro (2022–2026), Bogotá manteve frequentes atritos com Washington, por ter uma posição de independência.

Já o atual presidente, Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto, adotou uma postura de alinhamento ao presidente americano Donald Trump e defendeu uma aliança estreita com os EUA.