
China rebate Rubio: 'O Hemisfério Ocidental não é quintal de ninguém'

A China reagiu nesta quarta-feira (9) às declarações feitas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no início de sua viagem pela América do Sul. Anteriormente, o norte-americano havia criticado o papel de Pequim no Peru.

"O Hemisfério Ocidental não é o 'quintal' de ninguém. Os países latino-americanos têm o direito soberano de escolher livremente seus parceiros e desenvolver a cooperação externa com base em seus próprios interesses nacionais. A cooperação entre a China e a América Latina não é dirigida contra terceiros, nem deve estar sujeita à interferência de terceiros", afirmou a embaixada chinesa no Peru.
O secretário de Estado norte-americano está em uma viagem pela América do Sul, visitando o Equador, a Colômbia e o Peru, de 8 a 10 de setembro de 2026.
"A China nunca agiu com base em cálculos geopolíticos, nunca interferiu nos assuntos internos de outros países e nunca exigiu que outras nações tomassem partido ou escolhessem um lado", acrescentou a embaixada.
O papel do Peru
Antes da chegada de Rubio a Lima, a embaixada chinesa destacou que é a maior parceira comercial do Peru há 12 anos.
"A cooperação comercial bilateral baseia-se no princípio do benefício mútuo e de ganhos compartilhados", afirmou.
A representação diplomática observou que a isenção de visto para peruanos havia sido prorrogada até 31 de dezembro.
"A China abre suas portas e acolhe o povo peruano de braços abertos. Então, por que os peruanos, ao solicitarem visto para um determinado país, precisam se submeter a verificações rigorosas e até enfrentar ameaças de que os vistos de toda a sua família poderiam ser cancelados?", questionou.
O que Marco Rubio disse que provocou a reação da China?
O embate entre os EUA e a China na América Latina ganhou novos contornos após críticas de Marco Rubio sobre a atuação de Pequim no Peru. O secretário de Estado americano alegou que investimentos chineses ameaçam a segurança de dados e ignoram as leis locais.
A embaixada da China rebateu as acusações, afirmando que seus investimentos de 30 bilhões de dólares são plenamente transparentes e submetidos às leis peruanas. O órgão diplomático utilizou o argumento do sucesso comercial para reforçar a parceria, mencionando o superávit de US$ 52 bilhões acumulado pelo Peru desde 2010.

