A Groenlândia não vai aderir à União Europeia (UE), afirmou o primeiro-ministro da ilha autônoma dinamarquesa, Jens-Frederik Nielsen, citado pela mídia, após a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com um projeto de investimento de 200 milhões de euros (US$ 232,2 milhões).
"A Groenlândia permanece na mesma posição de anos atrás, mantendo uma parceria com a UE. Queremos continuar a construir sobre essa base e torná-la mais estratégica e robusta. Mas a adesão não é algo que esteja em discussão", declarou.
Segundo o ministro, o território autônomo não deseja alterar sua decisão de 1985 de se retirar da então Comunidade Europeia.
Na segunda-feira (7), a Groenlândia, a UE e a Dinamarca assinaram uma declaração conjunta que inclui um investimento de 200 milhões de euros (US$ 232,2 milhões) para este ano e o próximo.
O acordo abrange áreas como matérias-primas essenciais, energia e capacidades de satélite.
A UE também poderá mais que duplicar o seu financiamento para a Groenlândia até 2034, atingindo 530 milhões de euros (US$ 615,5 milhões) no próximo orçamento.
"É uma grande oportunidade para nós, e estamos satisfeitos que a UE esteja assumindo a responsabilidade de expandir a cooperação. Gostaríamos de fazer mais na Groenlândia para estarmos em uma posição econômica mais forte no futuro", afirmou Nielsen no comunicado.
A UE também deverá apresentar seu novo programa para o Ártico neste outono. "Delineará nossa visão para o Ártico e para uma cooperação mais forte com nossos vizinhos do norte da Europa", afirmou Von der Leyen.
- Em 30 de agosto, a Islândia rejeitou a adesão à União Europeia em um referendo, com 52,8% dos islandeses votando "não". "E eu não vejo isso [o referendo] como um passo para trás; pelo contrário, é um passo para frente, porque confirmou a vontade de todos os partidos, ou da maioria deles, do Althingi [Parlamento] e dos cidadãos de continuar cooperando com a União Europeia", afirmou a primeira-ministra do país, Kristrún Frostadóttir.