
Islândia rejeita retomada de negociações de adesão à União Europeia

A Islândia rejeitou a proposta governamental de retomar negociações de adesão à União Europeia em referendo realizado no sábado (29), segundo reportou a emissora pública RUV após a apuração neste domingo (30).
O campo do "não" obteve 52,5% dos votos contra 47,5% do "sim", com apenas alguns poucos votos restantes a serem contabilizados em um dos seis distritos eleitorais do país.

O resultado representa um duro golpe para a liderança europeia em Bruxelas, que demonstrava disposição para acolher um novo membro economicamente estável.
População dividida
A votação se desdobrou diante de uma campanha dividida que abordou custo de vida e segurança em oposição a soberania e controle das águas pesqueiras entre os pontos principais de discussão sobre a entrada no bloco.
- A Islândia solicitou ingresso ao bloco europeu em 2009, durante uma crise financeira, mas as conversas foram suspensas em 2013 pelo governo eurocético do premiê Sigmundur Davíð Gunnlaugsson e formalmente canceladas em março de 2015.
Os defensores do "sim" argumentavam que a adesão ao bloco aliviaria as elevadas taxas de juros — fixadas em 8%, contra 2,25% nacionais — e ofereceria maior segurança diante do conflito russo-ucraniano e retóricas do governo dos EUA sobre a Groenlândia.
A oposição, porém, alegava que a adesão ameaçaria a soberania ao se posicionar em considerável sujeição a Bruxelas, além de vulnerabilizar os recursos pesqueiros da ilha, uma das principais fontes de renda nacional.
