A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ofereceu sua amizade e cooperação à Groenlândia nesta segunda-feira (7), em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a ilha dinamarquesa.
"A Groenlândia é muito mais do que uma parceira para a Europa. São amigos de confiança. São um aliado estratégico e um membro valioso da nossa grande família europeia. Compartilhamos um futuro juntos, e tudo começa hoje", disse durante uma coletiva de imprensa no âmbito de sua visita à ilha autônoma.
Von der Leyen afirmou que "a Europa se mantém firme e unida" com a Groenlândia, que está "sob enorme pressão" dos EUA, em resposta à pergunta de um jornalista sobre se a União Europeia e a ilha tinham preocupações sobre como Trump reagiria ao pacote de ajuda de 200 milhões de euros (US$ 232,2 milhões) alocado por Bruxelas.
Por sua vez,a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, agradeceu aos seus aliados europeus e globais pelo "grande apoio" diante das ameaças de Trump.
"Acho que conseguimos alcançar dois marcos muito importantes. O primeiro é uma parceria mais forte entre a Groenlândia e a UE", enfatizou.
O segundo marco, observou, reside na segurança: a Dinamarca gostaria de "trabalhar mais de perto com os Estados Unidos em segurança e defesa, mas, é claro, também gostaríamos de trabalhar ainda mais de perto com nossos aliados europeus".
"É exatamente isso que estamos fazendo agora na região do Ártico", acrescentou.
Distanciamento entre os EUA e os seus aliados
Desde o regresso de Donald Trump à presidência, as relações entre os Estados Unidos e a Europa deterioraram-se.
Trump criticou duramente o estado das forças armadas europeias e exigiu que os países da OTAN aumentassem seus gastos com defesa e assumissem maior responsabilidade por sua própria segurança.
As declarações do presidente dos EUA sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia geraram preocupação entre os aliados europeus.
As tensões também foram exacerbadas pela guerra dos EUA contra o Irã: diversos países europeus se recusaram a participar diretamente do conflito e impediram Washington de usar suas bases militares para lançar ataques contra o território iraniano.