A Dinamarca ampliou a presença de recrutas militares na Groenlândia, de acordo com informações da agência Reuters publicadas na quarta-feira (2). A medida havia sido anunciada anteriormente pelas Forças Armadas do país.
A mobilização ocorre em meio ao aumento das tensões no Ártico e às repetidas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de adquirir o território semiautônomo dinamarquês.
Os recrutas integram a primeira turma de um novo programa de recrutamento ampliado da Dinamarca e estão sendo treinados para atuar em uma dasáreas consideradas mais estratégicas e desafiadoras do reino.
"Isso demonstra presença, que estamos aqui e não pensando apenas em nós mesmos. Mas também pensando nas pessoas da Groenlândia", disse um soldado de 19 anos à Reuters.
Ofensiva retórica
A iniciativa ocorre depois de Trump afirmar que a Groenlândia é importante para a segurança nacional dos EUA e acusar a Dinamarca de não fazer o suficiente para proteger o Ártico. Copenhague e o governo groenlandês rejeitam a possibilidade de transferência do território.
A Dinamarca também anunciou bilhões de dólares em investimentos para reforçar suas capacidades militares no Ártico. O ministro da Defesa dinamarquês reconheceu que houve anos de subinvestimento na região.