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'Consequências graves': Irã adverte Coreia do Sul contra planos de apoio militar aos EUA em Ormuz

Porta-voz da chancelaria iraniana se manifestou enquanto o governo sul-coreano revisa envio de aeronaves P-8 e navios logísticos, em decisão acirrada entre a intensificação de combates no estreito e a oposição interna.
'Consequências graves': Irã adverte Coreia do Sul contra planos de apoio militar aos EUA em OrmuzAP / Ahn Young-joon

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, advertiu a Coreia do Sul nesta segunda-feira (7) que qualquer presença militar ou participação em operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz seria considerada apoio direto à agressão norte-americana, podendo acarretar "consequências graves".

O alerta foi emitido nas redes sociais e redigido em coreano, enquanto a Coreia do Sul analisa possível envio de recursos militares à região sob pressão de Washington.

Baghaei destacou que as relações bilaterais baseadas em respeito mútuo perduram por mais de 64 anos, mas enfatizou que nenhum país soberano deveria sucumbir à pressão americana e se tornar cúmplice de crimes contra o povo do Irã.

Segundo veículos sul-coreanos, o governo estaria preparando aprovação parlamentar para destacar aeronaves de patrulha P-8 Poseidon e navios de apoio logístico, além de equipes de desativação de explosivos.

Contudo, o escritório presidencial negou decisão final, afirmando que relatos diferiam dos fatos.

"Estamos em estreita consulta com a comunidade internacional, incluindo os EUA, sobre maneiras de dar uma contribuição substancial para o rápido restabelecimento da liberdade de navegação", disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Chung Bin-na, citado pelo jornal The Korea Herald.

O Ministério ressaltou em que nenhuma medida específica foi decidida, contrastando com tom anterior que sugeria avanço nas discussões

A imprensa nacional avalia que cresce a oposição doméstica a uma eventual contribuição com as operações americanas, com parlamentares questionando o envio de tropas.

Ao final de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou seu descontentamento público com aliados históricos do país, citando nominalmente a Coreia do Sul diante de sua suposta negativa de colaboração com sua campanha militar contra o Irã.

"Vou me lembrar disso", afirmou o presidente americano na ocasião.