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Coreia do Sul quer retomar controle militar em guerra e reforça aliança com os EUA

Presidente também cobra avanço do submarino nuclear; fala ocorre após orientação de Trump para reduzir exercícios conjuntos.
Coreia do Sul quer retomar controle militar em guerra e reforça aliança com os EUAGettyimages.ru / Kim Hong-Ji - Pool

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, afirmou na terça-feira (18) que o país deve concluir, dentro de seu mandato e conforme o cronograma do governo, a retomada do controle operacional em tempos de guerra. Ele também determinou que fosse acelerado o projeto de um submarino de propulsão nuclear. A informação foi publicada pela agência sul-coreana Yonhap.

A declaração ocorre em meio à orientação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reduzir os "custosos exercícios militares conjuntos" entre os dois países. Lee, porém, defendeu que o fortalecimento da capacidade militar sul-coreana e a manutenção da aliança com Washington avancem em paralelo.

Segundo o presidente, a Coreia do Sul já dispõe de capacidade militar suficiente para assumir maior responsabilidade pela sua própria defesa. Ele citou a posição do país entre as principais forças militares e produtores de defesa do mundo para sustentar a necessidade de ampliar a autonomia operacional.

Aliança com os EUA

Lee afirmou que uma aliança sólida com os Estados Unidos e o fortalecimento da defesa são complementares. Segundo ele, ampliar a capacidade militar sul-coreana também aumenta o valor do país dentro da própria aliança.

Nesse contexto, o presidente pediu rapidez no projeto do submarino de propulsão nuclear, apresentado como parte do fortalecimento da cooperação militar entre Seul e Washington.

Lee também determinou que avançassem os preparativos para uma academia militar integrada. Segundo ele, as Forças Armadas precisam formar oficiais capazes de atuar em operações conjuntas diante de conflitos que combinem combate convencional, terrorismo e ataques cibernéticos.

"Caráter defensivo"

Ao tratar do Ulchi Freedom Shield, exercício conjunto entre Coreia do Sul e Estados Unidos, Lee afirmou que a operação tem "caráter defensivo"  e não busca atacar a República Popular Democrática da Coreia nem elevar o nível de tensão na península.

Antes da reunião de governo, o presidente sul-coreano também comandou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e determinou que os treinamentos fossem adaptados às novas formas de guerra. A orientação é preparar o país para ameaças convencionais, terrorismo e ataques cibernéticos, além de verificar os procedimentos para situações de emergência.