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Trump volta a criticar aliados por não apoiarem EUA no conflito com Irã

O presidente dos EUA citou a Coreia do Sul como exemplo, afirmando que, apesar da presença de cerca de 40 mil soldados americanos no país, Seul se recusou a ajudar Washington contra Teerã.
Trump volta a criticar aliados por não apoiarem EUA no conflito com IrãAP / Ahn Young-joon

O presidente americano, Donald Trump, afirmou em entrevista a Trey Gowdy no programa "Sunday Night in America" ​​da Fox News, transmitida no domingo (30), que os EUA receberam "muito pouca ajuda de outros países" no conflito com o Irã, apesar de terem gasto bilhões de dólares para apoiar aliados como a OTAN e a Coreia do Sul.

Trump afirmou que Washington oferece apoio a seus parceiros, mas, quando pediu a cooperação deles, a resposta foi unânime: "Não, obrigado". O presidente declarou que tomou nota disso: "Pensei: vou me lembrar disso".

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O presidente relacionou a falta de apoio à necessidade de rever a relação dos EUA com seus aliados. Ele afirmou que, se eles não estão dispostos a apoiar Washington, "simplesmente não pode ser tolo" e continuar ajudando-os da mesma maneira, especialmente quando, segundo ele, os EUA poderiam "ganhar muito dinheiro" corrigindo essa assimetria.

Como exemplo, ele citou o caso da Coreia do Sul, onde estão estacionados cerca de 40 mil soldados americanos. Trump relatou que perguntou a Seul se poderia "dar uma mãozinha" contra o Irã, e que a resposta foi não. "Tudo bem, muito obrigado, agradeço", respondeu Trump.

Ruptura na aliança?

Donald Trump já havia expressado publicamente seu descontentamento em 16 de agosto quando revelou que a Coreia do Sul havia rejeitado seu pedido de apoio para operações militares contra o Irã. Ele argumentou na ocasião que Seul importa uma quantidade significativa de energia pelo Estreito de Ormuz, mas não contribuiu para as ações dos EUA na região.

Ele chegou a ordenar uma redução significativa nos exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul. O ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Cho Hyun, sugeriu que essa decisão poderia ser interpretada como uma forma de pressionar Seul a apoiar os esforços de Washington contra Teerã, além de outras questões pendentes, como o investimento de US$ 350 bilhões nos EUA estipulado em um acordo comercial assinado no ano passado.