
Trump ordena reduzir exercícios militares com Seul por sua 'muito boa relação' com Kim Jong-un

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a redução dos exercícios militares americanos com a Coreia do Sul por causa de sua "muito boa relação com Kim Jong-un", líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

"Não estou feliz com o fato de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou o presidente neste domingo (16) no Truth Social.
Segundo Trump, os exercícios com Seul não apenas são caros, como também têm grande parte de seus custos bancados por Washington. No entanto, essa não foi a única razão apresentada pelo presidente para reduzi-los.
"[As manobras com a Coreia do Sul] enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, enquanto Donald J. Trump foi presidente, não foi ameaçador e demonstrou respeito", acrescentou.
Trump também afirmou que o presidente da Coreia do Sul rejeitou um pedido direto seu para participar da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. "Não, obrigado", teria respondido Seul à solicitação.
Nesse contexto, o presidente americano ordenou ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, que reduzisse substancialmente os exercícios militares com o país asiático.
Anteriormente, Trump havia publicado uma fotografia sua ao lado de Kim Jong-un e afirmado: "Apesar da expressão pouco amigável nesta foto em particular, há muitas outras em que estamos sorrindo. Kim Jong-un e eu nos damos muito bem!".
O que Kim Jong-un pensa dos EUA?
Apesar da avaliação positiva de Trump sobre sua relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un condenou, em julho, as ações dos Estados Unidos no cenário internacional.
"Estão ocorrendo, um após o outro, incidentes e acontecimentos inimagináveis, que ultrapassam qualquer conceito e o senso comum. Guerras, derramamento de sangue e instabilidade política e econômica estão se tornando algo cotidiano no mundo devido à ganância geopolítica sem limites e ao abuso de poder por parte das forças hegemônicas, algo sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou.
Segundo o líder norte-coreano, "as práticas indiscriminadas e autoritárias dos Estados Unidos" afetaram perigosamente seus países aliados e "agravaram a sangrenta situação na Europa e no Oriente Médio".

