EUA classificam como terrorista grupo britânico de direitos humanos em favor da Palestina

Anteriormente, o Reino Unido já havia decretado o banimento do grupo "extremista de extrema esquerda", de acordo com os EUA.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificou nesta quarta-feira (26) o grupo britânico Palestine Action como organização terrorista e impôs sanções à entidade. A medida foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), que também sancionou outras duas organizações ligadas supostamente à "extrema esquerda".

Segundo o Tesouro, o Palestine Action teria apoiado, desde julho de 2020, atos que teriam resultado em "ferimentos de agentes de segurança" e danos a instalações militares e equipamentos de defesa britânicos. A pasta também acusou o grupo de promover ações violentas nas redes sociais.

A designação foi feita com base na Ordem Executiva 13224, utilizada pelos EUA para combater o financiamento do terrorismo. "Extremistas de extrema esquerda, suas frentes e seus facilitadores devem estar avisados: usaremos todo o peso de nossas ferramentas econômicas", afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

O grupo já havia sido proibido pelo governo britânico em julho de 2025, com base na Lei de Terrorismo de 2000. Com a decisão americana, ficam bloqueados bens e interesses do Palestine Action sob jurisdição dos EUA, além de transações envolvendo pessoas e instituições americanas.

O Tesouro também sancionou a organização italiana Autistici Inventati e o grupo transnacional Masar Badil, que, segundo Washington, atua como uma frente da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), classificada pelos EUA como organização terrorista.