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Brasil condena onda de ataques de colonos israelenses na Cisjordânia

Itamaraty destacou morte de civis e instou Israel a assegurar a proteção da população palestina.
Brasil condena onda de ataques de colonos israelenses na CisjordâniaAP / Majdi Mohammed

O governo do Brasil condenou, "nos mais fortes termos", os ataques recentes de colonos israelenses na Cisjordânia. O Ministério das Relações Exteriores instou Israel a proteger a população palestina e responsabilizar "todos os envolvidos em atos de violência contra civis".

O Itamaraty destacou que, "em muitos casos", os colonos são acompanhados por forças israelenses de segurança em suas ações "contra a vida, integridade física e propriedade de civis palestinos". Uma dessas ações causou a morte de 4 civis palestinos e o ferimento de outros na última sexta-feira (24), além da morte de um militar e colono israelenses.

O Brasil enfatizou que, segundo parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, a manutenção da presença de Israel na Cisjordânia é considerada ilícita. Reconhece assim a obrigação do país Hebreu de cessar novas atividades em assentamentos e evacuar todos os colonos daquele território.

Nesse cenário, o país sul-americano "deplora" as declarações do governo israelense, que busca intensificar operações militares na Cisjordânia e acelerar a aprovação de assentamentos ilegais, "ações que, além de contrárias ao direito internacional, só contribuirão para escalar as tensões na região".

Intensificação dos confrontos

Na sexta-feira (24), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, determinaram que as Forças Armadas adotem medidas mais rígidas de segurança na Cisjordânia após confrontos. As autoridades anunciaram a intensificação das operações em áreas classificadas por Tel Aviv como "focos de terrorismo".

As medidas incluem apreensão de armas, revogação de permissões de trabalho, envio de reforços militares, bloqueio de estradas e instalação de novos postos de controle.

Com isso, soldados israelenses realizaram incursões em pelo menos 20 cidades e vilas, bem como em uma instalação da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo informou a Al Jazeera nesta segunda-feira (27).