O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, anunciou nesta terça-feira (18) que dará início à construção de uma "unidade especializada" para realizar execuções na forca de condenados à morte por terrorismo na Cisjordânia.
Em um comunicado citado pelo The Jerusalem Post, o ministro afirmou que as instalações, localizadas no centro do país, incluirão cabines de observação para que as famílias das vítimas possam assistir às execuções, "como é costume em muitos países". "Nossos terroristas merecem apenas uma coisa: a morte na forca", concluiu Ben Gvir.
Lei polêmica
Em março, o Parlamento israelense aprovou uma lei que estabelece a pena de morte por enforcamento como punição padrão para residentes da Cisjordânia condenados em tribunais militares por atos terroristas letais.
A norma se aplica exclusivamente aos palestinos. Os cidadãos israelenses, por serem julgados em tribunais civis, não estão sujeitos a essa lei, enquanto os palestinos são julgados em tribunais militares. A legislação prevê ainda o confinamento dos condenados em centros isolados, sem acesso a visitas.
A emenda foi promovida pelo partido ultranacionalista e sionista religioso Otzma Yehudit, de Ben Gvir, com o apoio do Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.