Monark confronta influenciador sionista: resistência palestina estava 'reagindo ao expansionismo'

Povo palestino "criou um grupo militante e fez um ataquezinho" para enfrentar, de forma assimétrica, um lado que "tem exército e super tecnologia", argumentou o apresentador.

O apresentador Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, contestou declarações feitas pelo editor israelense-brasileiro Paz Greenland durante uma entrevista divulgada na quarta-feira (5).

Em um dos trechos da conversa, Greenland reconhece que muitos civis palestinos morreram em decorrência das ações militares de Israel, mas afirma que isso ocorre em "uma guerra que eles começam, perdem e chamam de genocídio".

"Mas é uma guerra quando um lado tem Exército, supertecnologia, e o outro lado tem uns caras infiltrados lá? Que criam um grupo militante e fazem um ataquezinho?", questionou Monark, em referência aos movimentos de resistência palestinos.

Para o apresentador, trata-se de uma reação armada ao "expansionismo de Israel". "Se você olhar o histórico, eles [Israel] colocam cada vez mais colonos na Palestina. Há um movimento de expansão", pontuou.

Em outro momento da conversa, Monark chega a afirmar que Israel é, em sua visão, "um movimento geopolítico para o Ocidente ganhar mais domínio da região", ao que o entrevistado reage e afirma discordar.

"Isso não aconteceu''

Em outro momento da conversa, Greenland afirmou, sem apresentar evidências, que a maior parte da população do Irã deseja o fim do atual governo e disse que "não viu ninguém chorando a morte" do aiatolá Ali Khamenei, assassinado em fevereiro de 2026, em ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel. Monark contestou essa versão:

"Eu vi gente chorando pela morte do aiatolá. Existia uma expectativa dos EUA de que, com o início da guerra e a decapitação dos líderes do Irã, o povo fosse se revoltar. E isso não aconteceu", afirmou.

O apresentador também mencionou o funeral do líder iraniano como exemplo do apoio popular ao governo. "Teve o velório do cara, eles têm um grande apoio popular. (...) 15 milhões no local... é muita gente. Imagina se o Lula morrer amanhã, não vai 500 mil pessoas", comparou.