
Oito países muçulmanos condenam ataques de Israel contra hospitais e civis em Gaza

Oito países majoritariamente muçulmanos condenaram nesta quinta-feira (6) os ataques de Israel contra hospitais, ambulâncias, profissionais de saúde e áreas civis na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pela rede Al Jazeera.
A declaração conjunta foi assinada pelos ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito.
Os ministros afirmaram que ataques deliberados contra hospitais, ambulâncias e equipes médicas representam uma violação "grave" do direito internacional humanitário. O grupo exigiu proteção às unidades de saúde e a entrada imediata e sem obstáculos de medicamentos e ajuda.
Sistema em colapso

Cerca de metade dos 36 hospitais de Gaza funciona parcialmente, apesar do cessar-fogo. Osistema de saúde permanece próximo do colapso.
Em 1º de agosto, um ataque aéreo israelense atingiu um depósito de medicamentos do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir el-Balah. Segundo o Ministério da Saúde, a escassez de remédios para câncer e doenças do sangue chegou a 61%.
Acusação política
Os ministros também relacionaram os ataques em Gaza à expansão dos assentamentos e às ações na Cisjordânia. Segundo o comunicado, trata-se de uma "política sistemática destinada a impor um fato consumado pela força".
O governo de Gaza afirma que forças israelenses cometeram 4.091 violações do cessar-fogo em 300 dias, com mais de 1.254 palestinos mortos e 4.121 feridos. O UNICEF informou que ao menos 300 crianças foram mortas no mesmo período.
