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'Não existe um povo palestino e nunca existiu tal coisa', afirma ministro israelense

"Há muito tempo, fomos acusados ​​de matar crianças cristãs e mergulhar o pão ázimo da Páscoa em seu sangue. Isso voltou, está de volta, está aqui. E hoje dizem que matamos as crianças de Gaza por não sei por quê", disse Bezalel Smotrich.
'Não existe um povo palestino e nunca existiu tal coisa', afirma ministro israelenseGettyimages.ru / Amir Levy

Israel não está disposto a aceitar um Estado palestino porque "tal coisa não existe", disse o ministro das Finanças do país, Bezalel Smotrich, a um meio de comunicação local. "Não existe um povo palestino, e nunca existiu", afirmou

Nas declarações publicadas no domingo (2), Smotrich sustentou a tese de que se trata de uma narrativa artificial destinada a combater a existência do Estado de Israel. Para o político, tal estratégia busca deslegitimar "o espírito sionista e o nacionalismo judaico", que teriam se restabelecido na Terra Prometida após um período de exílio de dois mil anos.

"Seria mais fácil explicar o nosso Estado ao mundo do que dizer que existe um povo palestino e que não estamos dispostos a conceder-lhes um Estado", enfatizou.

O ministro acrescentou que "essa é a conexão lógica na narrativa israelense". Na sua opinião, existe um "antissemitismo enorme" e "orçamentos gigantescos investidos na difamação do Estado de Israel".

Ele afirmou que "o antissemitismo sempre existiu", citando acusações históricas contra os judeus e comparando-as às alegações atuais sobre o que eles fazem na Faixa de Gaza.

"Há muito tempo, fomos acusados ​​de matar crianças cristãs e mergulhar o pão ázimo da Páscoa em seu sangue. Isso voltou, está de volta, está aqui. E hoje dizem que matamos as crianças de Gaza por não sei por quê", disse ele.

Existe um povo palestino?

Os palestinos são os habitantes originais da terra da Palestina (nome dado por escritores gregos no século XII a.C., em referência ao antigo estado filisteu), uma região no sudoeste da Ásia, banhada pelo Mediterrâneo oriental.

Eles são descendentes de diversas ondas migratórias que habitaram a região da Palestina ao longo dos séculos, tendo adotado a cultura e a língua árabes após a conquista islâmica no século VII.

A identidade nacional palestina consolidou-se entre o final do século XIX e o início do XX, impulsionada pela disseminação das ideias europeias de nacionalismo na região e em parte como uma resposta à colonização sionista inicial, ou seja, o assentamento judaico europeu com o objetivo de estabelecer um estado ou pátria judaica na Palestina.

Enquanto o Estado de Israel foi proclamado em 1948, o Estado da Palestina busca o reconhecimento internacional, sendo hoje reconhecido por 157 dos 193 membros da ONU, incluindo grandes potências e a Santa Sé.