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Lula diz que esquerda deve deixar de tratar preocupação em defesa como 'bobagem'

Presidente prometeu priorizar questão da defesa em eventual quarto mandato, citando risco de ingerência nas terras raras brasileiras, e questionou: "Por que um país do tamanho do Brasil não tem uma fábrica de drone?"
Lula diz que esquerda deve deixar de tratar preocupação em defesa como 'bobagem'Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste domingo (2), o aumento dos investimentos em defesa e pediu que a esquerda deixe de tratar o tema com resistência. Segundo ele, o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de proteção diante da extensão de suas fronteiras, da riqueza de seus recursos naturais e do cenário internacional.

"Quero pedir para a esquerda, para mulheres e homens, parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa", afirmou. Lula destacou que o país possui 16,8 mil quilômetros de fronteiras terrestres, cerca de 8 mil quilômetros de litoral, a maior floresta tropical do planeta e 12% da água doce do mundo. "Eu quero estar preparado para a paz. Não é para a guerra", acrescentou.

Nesse contexto, o mandatário defendeu investimentos na indústria de defesa e em novas tecnologias. "Por que um país do tamanho do Brasil não tem uma fábrica de drone?", questionou. Segundo Lula, o Brasil precisa desenvolver capacidade tecnológica para monitorar suas fronteiras e reduzir a dependência externa no setor.

Durante o discurso, Lula citou o aumento dos investimentos militares na Europa após o conflito ucraniano e afirmou que pretende tratar a defesa como prioridade em um eventual quarto mandato. Ele também lembrou aquisições de equipamentos realizadas durante seus governos anteriores e defendeu maior participação do BNDES no financiamento da indústria do setor.

As declarações foram feitas durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, foi oficializada a candidatura de Lula à reeleição. O político, de 80 anos, busca um quarto mandato presidencial, inédito na história brasileira, e lança sua sétima disputa pela Presidência.