O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) anunciou nesta sexta-feira (24) que a base aérea norte-americana de Sheikh Isa, no Bahrein, foi atingida em seu último ataque de retaliação.
Mais especificamente, o órgão militar informou que, no âmbito de uma nova fase da operação Saeqeh (Relâmpago), drones de ataque Arash atingiram tanques de combustível, depósitos de equipamentos, grandes hangares e as residências das forças americanas.
Além disso, o CGRI precisou que a base aérea de Al Azraq, na Jordânia, foi outro alvo de seus bombardeios, onde foram atacados hangares de aeronaves e de manutenção, bem como os acampamentos dos soldados.
Horas antes, uma enxurrada de bombardeios norte-americanos abalou o território da República Islâmica. Segundo relatos preliminares, os ataques ocorreram entre 3h15 e 3h40 nas localidades de Khandab, Taft e Shirkuh (província de Yazd), Anarak (Isfahan), Borujerd (Lorestão), Khask (Hormozgan) e Konarak (Istão e Baluchistão), segundo a Tasnim.
Por sua vez, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou ter realizado a 13ª rodada consecutiva de bombardeios contra o Irã. Os ataques tiveram como alvo centros de comando, depósitos de drones, redes de comunicação, postos de vigilância costeira e recursos marítimos da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou o órgão.
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.