Chuva de bombardeios abala Irã durante forte ofensiva noturna dos EUA

Em meio a uma nova onda de bombardeios dos EUA contra o Irã, fortes explosões abalaram, na noite de 23 para 24 de julho, vários pontos do país persa.
Segundo relatos preliminares, os ataques ocorreram entre 3h15 e 3h40 nas localidades de Khandab, Taft e Shirkuh (província de Yazd), Anarak (Isfahan), Borujerd (Lorestão), Khask (Hormozgan) e Konarak (Istão e Baluchistão), segundo a agência Tasnim.
Enquanto isso, a agência IRNA relatou explosões ao sul das cidades de Jorramabad (Lorestão) e Firuzabad (Fars).
Por sua vez, Valiollah Hayati, vice-governador da província de Juzestão para assuntos de segurança, informou à Mehr que os arredores das localidades de Andimeshk e Omidiyeh foram alvo de ataques com mísseis por parte do Exército dos EUA. A ofensiva não causou vítimas nem feridos. Além disso, foram bombardeadas as áreas residenciais de Ahvaz, onde quatro pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas.
Em Bandar Abbas (Hormozgan), dois moradores ficaram feridos e foram levados a centros médicos, informou o Crescente Vermelho. "A situação no local do incidente está totalmente sob controle e as equipes de resgate estão monitorando a situação na área após realizarem uma avaliação e conduzirem operações de socorro", afirmaram.
Por sua vez, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que havia realizado a 13ª rodada consecutiva de bombardeios contra o Irã. A operação, que teve início às 18h45, horário da costa leste dos EUA, foi encerrada às 21h do dia 23 de julho, e os bombardeios tiveram como alvo centros de comando, depósitos de drones, redes de comunicação, postos de vigilância costeira e recursos marítimos da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou o órgão.
EUA divulgam imagens de seus ataques contra o Irã
— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 24, 2026
As forças dos Estados Unidos completaram a décima terceira noite consecutiva de bombardeios contra o Irã, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM). pic.twitter.com/l7Tjvp0QrA
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.
