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Irã: 'Enquanto a agressão dos EUA continuar, nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada'

Em seu comunicado, o IRGC detalhou que sua Marinha e Força Aeroespacial lançaram "ataques simultâneos com mísseis e drones" contra alvos americanos no Bahrein e no Kuwait.
Irã: 'Enquanto a agressão dos EUA continuar, nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada'Gettyimages.ru / Morteza Nikoubazl/NurPhoto

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) alertou nesta terça-feira (14) que, enquanto a agressão de Washington continuar, nenhum petróleo ou gás será exportado.

"Enquanto a malícia dos Estados Unidos permanecer presente na região, nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada de lá, e essas agressões apenas atrasarão a reabertura do Estreito de Ormuz", diz um comunicado da organização citado pela mídia local.

Em seu comunicado, o IRGC detalhou que sua Marinha e Força Aeroespacial lançaram "ataques simultâneos com mísseis e drones" contra alvos norte-americanos no Bahrein e no Kuwait, atingindo depósitos de armas e partes de navios e aeronaves na Base Aérea de Sheikh Isa. Indicaram também que uma plataforma de lançamento de drones MQ-9 na Base Aérea de Ali Al-Salem foi atacada.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

  • O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na tarde de segunda-feira o início de uma série de ataques contra o Irã, em meio a uma nova escalada militar.
  • Horas antes, a mídia iraniana noticiou explosões  em diversas cidades no sul da República Islâmica. Em retaliação, as forças do país atacaram alvos americanos na região com drones e mísseis de cruzeiro.
  • Donald Trump continua suas ameaças contra o Irã. Ontem, ele afirmou que Washington não "tolerará" a mudança de postura de Teerã e continuará seus ataques. "Destruímos o exército deles. Estamos os atingindo com muita força", declarou.
  • O Irã, por sua vez, reconhece que o acordo com os EUA entrou em "uma fase crítica" e insiste que seu arsenal permanece forte, prometendo que não permitirá que Washington interfira  na gestão do Estreito de Ormuz. Além disso, enfatiza que, diante dessa nova escalada, Teerã não está atacando, mas sim exercendo seu direito à autodefesa.