
Eduardo Bolsonaro afirma que 'não haverá eleição em 2030' sem vitória de Flávio em 2026

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu, na segunda-feira (13), à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou que "não haverá eleição em 2030" caso o irmão não seja eleito presidente em 2026.
"É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE?", escreveu o ex-parlamentar.
A manifestação ocorre após Moraes entender que Flávio descumpriu as condições impostas para visitar o ex-presidente condenado e, em tese, pode ter praticado propaganda eleitoral antecipada.
Na decisão proferida na segunda, o ministro suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio e determinou que a defesa do ex-presidente apresente, em até 48 horas, esclarecimentos sobre a divulgação de uma carta atribuída a Jair.
Pedido de voto

Segundo Moraes, a publicação de um vídeo nas redes sociais com a divulgação da carta e o uso de "expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto" podem configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, hipótese que deverá ser apurada pelo Ministério Público Eleitoral.
O despacho foi motivado por uma postagem feita por Flávio Bolsonaro no último sábado (11), na qual o senador divulgou uma carta supostamente escrita pelo ex-presidente reafirmando apoio à sua eventual candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.
Além da suspensão das visitas do senador, Moraes manteve as demais medidas cautelares impostas a Jair,que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por ligações com a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Por decisão judicial, o ex-presidente cumpre esse período com o benefício da custódia domiciliar humanitária em razão de sua idade e problemas de saúde.
