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'Chega de armas': Líder da oposição alemã promete cortar ajuda à Ucrânia e barrar entrada do país na OTAN

Alice Weidel, líder do AfD, afirma que um eventual governo do partido encerrará o envio de recursos e armas a Kiev e impedirá a entrada da Ucrânia na UE e na OTAN.
'Chega de armas': Líder da oposição alemã promete cortar ajuda à Ucrânia e barrar entrada do país na OTANGettyimages.ru / Soren Stache / Pool / Gettyimages.ru

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) defende negociações de paz para a Ucrânia como forma de "pôr fim às mortes desnecessárias", afirmou no sábado (18) a líder da legenda e uma das principais figuras da oposição alemã, Alice Weidel, durante o lançamento da campanha eleitoral em Magdeburgo.

"Como sociedade e também na política, devemos trabalhar para garantir que não nos tornemos belicistas, mas, como se costuma dizer, amantes da paz", declarou. Em seguida, prometeu que, caso o AfD passe a integrar o governo federal, interromperá "toda a ajuda à Ucrânia".

"Chega de dinheiro dos impostos [dos alemães] para a Ucrânia, chega de armas, chega de soldados alemães!", afirmou. Ela acrescentou que, sob um governo do AfD, "não haverá adesão da Ucrânia à União Europeia nem à OTAN".

  • Em junho, Weidel criticou o chanceler Friedrich Merz e seu governo por, segundo ela, dedicarem atenção excessiva ao conflito na Ucrânia e "buscarem deliberadamente o confronto com a Rússia" para "desviar a atenção de seus próprios fracassos".
  • Na semana passada, a agência Reuters informou, com base em fontes em Berlim, que o governo alemão pretende financiar a compra de 50 mil drones de ataque para Kiev, em um contrato avaliado em 90 milhões de euros (cerca de R$ 526 milhões). A operação seria uma das maiores aquisições de drones por um governo ocidental para a Ucrânia.
  • Por outro lado, em 8 de julho, o Bundestag (Parlamento alemão) rejeitou uma proposta apresentada pelo Partido Verde para ampliar significativamente o apoio militar alemão à Ucrânia.