
China declara apoio ao Brasil contra tarifaço de Trump

A China ficará ao lado e manter o diálogo com o Brasil para proteger o sistema multilateral de comércio em meio às tarifas do presidente americano, Donald Trump, afirmou em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), citada pela imprensa chinesa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

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Questionado sobre novo tarifaço americano contra o Brasil, o porta-voz destacou que as taxas não servem aos interesses de nenhuma das partes e reiterou que não há vencedores em uma guerra comercial.
Ele também manifestou a disposição do seu país para "defender a justiça e a equidade internacionais".
Tarifas de Trump
O governo dos Estados Unidos encerrou na quarta-feira (15) as negociações com o Brasil sobre um novo pacote de tarifas para uma série de produtos brasileiros e deve aplicar uma nova taxa de 25% contra o país. A informação foi confirmada pelo Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, em entrevista à agência Bloomberg.
A tarifa adicional de 25% é decorrente de uma investigação aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O processo apura supostas práticas comerciais consideradas desleais pelo governo norte-americano.
A investigação baseada na Seção 301 reúne críticas a diferentes áreas da política comercial brasileira. Entre os temas analisados, estão:
- funcionamento do Pix;
- comércio digital;
- proteção à propriedade intelectual;
- acesso ao mercado brasileiro para o etanol norte-americano;
- combate à corrupção;
- fiscalização ambiental;
- tarifas de importação;
- combate à pirataria e à venda de produtos falsificados.
Segundo o USTR, essas práticas causam prejuízos a empresas e exportadores dos Estados Unidos.
Reação brasileira
O anúncio das tarifas provocou forte reação do governo brasileiro. Lula classificou a medida como um "marco lamentável" nas relações entre os dois países e argumentou que ela não encontra respaldo na balança comercial bilateral, historicamente favorável aos Estados Unidos.
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O governo informou que iniciará imediatamente os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, e voltará a acionar o mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

