A investigação sobre o ataque aéreo dos Estados Unidos que atingiu uma escola primária em Minab, no Irã, está paralisada há meses no Pentágono, informou a CNN nesta quinta-feira (16). Segundo três fontes ouvidas pela emissora, líderes do comando militar adiaram a autorização de uma revisão de inteligência considerada padrão para esclarecer o que ocorreu.
Na semana seguinte ao bombardeio, as duas primeiras etapas da avaliação de danos foram concluídas. De acordo com as fontes, elas determinaram que os EUA foram responsáveis por atingir a escola.
A terceira fase da revisão, conduzida normalmente por analistas da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), ainda não foi autorizada. Essa etapa reúne imagens de satélite e outras informações de inteligência para reconstruir o ataque.
Investigação
Uma das fontes afirmou que "nenhuma análise detalhada foi realizada e o Comando Central dos EUA (CENTCOM) bloqueou a investigação, impedindo que alguém a examinasse".
Segundo os informantes, os depoimentos de militares envolvidos na operação também foram retidos pelo CENTCOM, com acesso restrito a um pequeno grupo de oficiais.
Uma semana após o ataque, surgiram indícios de que a escola foi atingida por engano devido, ao menos em parte, ao uso de informações de inteligência desatualizadas. O local era apontado como uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica. A imprensa estatal iraniana informou que 168 crianças morreram no bombardeio.
Declaração de Trump
Na quarta-feira (15), Donald Trump comentou o caso durante entrevista à Fox News e afirmou que as evidências que atribuem o ataque aos Estados Unidos podem ser falsas.
"Não acredito que alguém possa dizer o que aconteceu ali", declarou.
Ao comentar fotografias que mostram destroços de mísseis Tomahawk no local, Trump acrescentou: "Também é possível que essas imagens que você tem tenham sido geradas por inteligência artificial".
- Teerã enfatizou que as expressões "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" não são suficientes para descrever a gravidade das atrocidades cometidas pelos Estados Unidos contra o Irã. Além disso, denunciou que, quando Washington e seus aliados matam pessoas abertamente, "falam em erro e engano", mas não aceitam esse tipo de justificativa quando se trata de outros países.