
Cuba agradece ao Brasil por doar leite para crianças em meio à 'asfixia econômica genocida' dos EUA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, agradeceu nesta quinta-feira (16) "ao governo e ao povo do Brasil pela doação de 48 toneladas de leite em pó destinadas às crianças das províncias orientais de Cuba". A ação ocorreu em meio ao recrudescimento do bloqueio total imposto à ilha caribenha pelos Estados Unidos.
Na mensagem publicada na rede social X, Rodríguez destacou que o "gesto solidário" do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ocorre justamente quando a população cubana enfrenta o endurecimento do bloqueio de Washington e "a genocida asfixia econômica do governo dos EUA" contra os cubanos.
Agradecemos al Gobierno y pueblo de #Brasil por el donativo de 48 toneladas de leche en polvo destinadas a los niños de las provincias orientales de #Cuba.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) July 16, 2026
Apreciamos este gesto solidario, cuando enfrentamos la genocida asfixia económica del gobierno de EEUU. pic.twitter.com/R1RVwOHJYN
Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. Desde que Donald Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, os Estados Unidos intensificaram as medidas de asfixia total contra a ilha.

Essa política extraterritorial dos EUA tem sido acompanhada de sérias ameaças. O próprio presidente dos Estados Unidos afirmou que estaria disposto a usar a força, se necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, denuncia essas ações como um "genocídio".
O governo Trump, que mantém um destacamento militar no Caribe com tropas do Comando Sul dos EUA, admitiu reiteradas vezes que o objetivo de sua política contra a ilha é impedir qualquer tipo de receita para Havana e até bloquear o fornecimento de petróleo, essencial para suas necessidades energéticas.
A situação afeta gravemente a economia do país caribenho, que, nos últimos meses, sofreu o impacto de um bloqueio multidimensional reforçado por diversas medidas coercitivas da Casa Branca. A medida coloca em risco serviços fundamentais como o abastecimento de combustível, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentos e turismo.
