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Cuba rejeita 'propósito criminoso e genocida' de novas sanções dos EUA

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu às recentes medidas coercitivas impostas por Washington contra a ilha.
Cuba rejeita 'propósito criminoso e genocida' de novas sanções dos EUAGettyimages.ru / Angelo Mastrascusa / Anadolu

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira (13) que as recentes sanções dos Estados Unidos contra o Ministério do Turismo e outras entidades têm como objetivo "punir toda a população do país". A declaração foi feita na plataforma X um dia após Washington anunciar novas medidas para restringir fontes de financiamento do governo de Havana.

"O anúncio de medidas coercitivas adicionais no dia 13 de julho é uma demonstração inequívoca do propósito criminoso e genocida com que os governantes americanos insistem em punir toda a população do país", escreveu Rodríguez.

O ministro das Relações Exteriores afirmou que, com essa nova medida, queintensifica o bloqueio e o cerco energético impostos por Washington ao país caribenho, "o governo dos EUA continua reforçando a guerra contra o povo de Cuba, suas condições de vida e seus meios de subsistência".

O Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro dos EUA impuseram sanções ao Ministério do Turismo e a outras oito entidades, entre elas as Milícias de Tropas Territoriais (MTT), um corpo de reserva e milícia nacional popular do país caribenho, e a Associação de Combatentes da Revolução Cubana, organização responsável por dirigir e coordenar o trabalho dos veteranos militares.

Medidas anteriores

Anteriormente, com base na Ordem Executiva 14404, assinada por Donald Trump no dia 1º de maio, outras sanções foram impostas contra cinco entidades da ilha.

No dia 11 de junho, a medida coercitiva havia sido direcionada à União Cuba Petróleo (CUPET), responsável pelas operações de petróleo e gás no país caribenho.

No início de junho, as sanções foram impostas ao presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, a sua esposa, Lis Cuesta Peraza, e a familiares diretos do ex-presidente cubano Raúl Castro.

Em 20 de maio, a Justiça dos EUA acusou o ex-presidente Raúl Castro e outras cinco pessoas de supostamente terem causado a morte de quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos, no contexto da derrubada de duas aeronaves, em 1996.

A acusação foi rejeitada por Havana, que lembrou que os voos americanos violaram repetidamente o espaço aéreo cubano e que haviam sido advertidos dezenas de vezes, sem que Washington tomasse medidas para impedi-los.

Ameaça dos EUA contra Cuba 

  • No dia 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região.
  • Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à nação caribenha, medida acompanhada de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
  • No dia 7 de julho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comparou o cerco energético a um bloqueio naval e, por isso, classificou a medida como "um ato de guerra". "O acesso de Cuba ao fornecimento de combustível, tanto de caráter comercial quanto humanitário, está sendo impedido por meio de ameaças diretas, medidas coercitivas unilaterais e até mesmo pelo assédio ou intimidação de navios-tanque por meios navais e militares dos EUA", afirmou.