
EUA impõem sanções ao Ministério do Turismo de Cuba e a outras entidades

O governo dos Estados Unidos intensificou nesta segunda-feira (13) a pressão contra Cuba com uma nova rodada de sanções. Desta vez, os alvos foram o Ministério do Turismo e outras entidades da ilha.
Segundo informações divulgadas pelos Departamentos deEstado e do Tesouro dos EUA, a nova medida busca afetar as "fontes de financiamento" do Estado cubano.
Entre os sancionados estão os seguintes:
- Ministério do Turismo.
- Grupo Empresarial de Transporte Portuário Marítimo (GEMAR).
- Organização de Gestão Empresarial Superior Caudal SA (CAUDAL).
- Grupo Empresarial de Comércio Exterior (GECOMEX).
- Coreydan SA
- Enetec SA
- Corporação de Exportação das Antilhas (ANTEX SA).
- Milícias de Tropas Territoriais (MTT).
- Associação de Combatentes da Revolução Cubana.
Entre os alvos das sanções estão também as chamadas Brigadas de Resposta Rápida, de acordo com informações das autoridades americanas.
O Departamento de Estado norte-americano detalhou que as sanções estão sendo implementadas de acordo com a Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump em 1º de maio de 2026.
Medidas anteriores
Com base na mesma Ordem Executiva, os EUA já haviam anunciado outras sanções, como as impostas no dia 23 de junho contra cinco entidades da ilha, três delas vinculadas ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa).

No dia 11 de junho, a medida coercitiva foi direcionada à União Cuba Petróleo (CUPET), responsável pelas operações de petróleo e gás na ilha caribenha.
No dia 4 de junho, as sanções foram impostas ao presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e a sua esposa, Lis Cuesta Peraza. Também foram alvos os familiares diretos do ex-presidente cubano Raúl Castro, entre eles seu filho, Alejandro Castro Espín, e seu neto, Raúl Alejandro Castro Calis.
Enquanto isso, no dia 20 de maio, a Justiça dos EUA acusou o ex-presidente Raúl Castro e outras cinco pessoas de supostamente terem causado a morte de quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos, no contexto da derrubada de duas aeronaves, em 1996.
Ameaça dos EUA contra Cuba
- No dia 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região.
- Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à nação caribenha, medida acompanhada de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
- No dia 7 de julho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comparou o cerco energético a um bloqueio naval e, por isso, classificou a medida como "um ato de guerra". "O acesso de Cuba ao fornecimento de combustível, tanto de caráter comercial quanto humanitário, está sendo impedido por meio de ameaças diretas, medidas coercitivas unilaterais e até mesmo pelo assédio ou intimidação de navios-tanque por meios navais e militares dos EUA", afirmou.
