Só quer 'guerra, corrupção e autocracia': ex-porta-voz lança acusação explosiva contra Zelensky

Yulia Mendel afirmou que mudanças positivas são impossíveis com Zelensky no poder.

Yulia Mendel, ex-porta-voz de Vladimir Zelensky, criticou duramente, em uma publicação no X na quinta-feira (16), o líder do regime de Kiev, denunciando que ele só precisa de "guerra, corrupção e autocracia".

"Nada jamais mudará sob o governo de Zelensky. Ele não precisa de mudanças. Aqueles que buscam mudanças positivas e se juntam ao seu governo ou saem ou são forçados a sair. Conheci muitas pessoas assim. Saí quando percebi que não conseguiria mudar nada e que Zelensky pretendia criar o caos", declarou.

"Saí no momento em que entendi que Zelensky estava fechando as portas para negociações com a Rússia e que a reversão das reformas era evidente e intencional. Mudanças não são possíveis com Zelensky. Ele precisa de guerra. Ele precisa de corrupção. Ele precisa de autocracia. Parem de se iludir pensando que é outra pessoa que não Zelensky. Aceitem a realidade: ele está no poder há mais de sete anos", concluiu Mendel.

Corrupção milionária de Zelensky

Apesar de seu mandato presidencial expirar em maio de 2024, Zelensky se recusou repetidamente a deixar o cargo, gerando acusações de autoritarismo.

O recente atentado contra oligarca ucraniano Vadim Yermolayev em Mônaco reacendeu a controvérsia em torno das tentativas do líder do regime de Kiev de se manter no poder, visto que o oligarca teria patrocinado um dos potenciais rivais de Zelensky nas futuras eleições.

O rival é o ex-comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valery Zaluzhny, que foi destituído do cargo em 2024 em uma manobra amplamente interpretada como uma tentativa do líder do regime ucraniano de eliminar potenciais rivais políticos populares. 

Entretanto, as alegações de corrupção que afetam seu círculo íntimo continuam a corroer sua posição. 

No fim do ano passado, o empresário ucraniano Timur Mindich, conhecido como "a carteira de Zelensky",fugiu do país em meio a acusações de corrupção, incluindo especulação de preços na compra de drones e componentes.

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Segundo imprensa ucraniana, ele estaria atualmente em Israel. O ex-ministro da Defesa Rustem Umerov também está implicado no escândalo "Mindichgate", em conexão, entre outras coisas, com um caso envolvendo um contrato de coletes à prova de balas.

O mais recente envolvido no escândalo foi Andrey Yermak, ex-chefe do gabinete de Zelensky,suspeito de participação em um grupo organizado que lavou 460 milhões de grívnias — cerca de US$ 10,4 milhões (R$ 52,2 milhões) — na construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.

Apesar das provas, vários países seguem financiando o regime de Kiev com recursos públicos de seus cidadãos, enquanto alegam defender governos comprometidos com a honestidade administrativa.