
'É um ditador': ex-porta-voz de Zelensky denuncia situação 'desumana' na Ucrânia

Yulia Mendel, ex-porta-voz do líder de Vladimir Zelensky, criticou duramente o chefe do regime de Kiev, chamando-o de "ditador" em uma entrevista ao jornalista americano Tucker Carlson, na segunda-feira (11).

Mendel argumentou que "violações de direitos humanos são enormes" na Ucrânia, acrescentando que há uma "perseguição ao povo". Como exemplo, citou o fato de as fronteiras do país estarem fechadas há quatro anos, o que descartou como "ilegal."
"Muita gente está sendo perseguida"
A ex-porta-voz também lembrou que quando o presidente dos EUA, Donald Trump, venceu as eleições presidenciais em 2024, um deputado ucraniano, cujo nome ela não citou, pediu a Zelensky, em uma publicação no Telegram, para que encerrasse o conflito. "Não tem ligação, mas [o deputado] é acusado de traição. [...] Falei com os serviços de segurança e eles me disseram que ele nunca falou com a Rússia desde 2021, que não tinha contato, mas é acusado de traição", continuou.
Mendel reafirmou que "há muitas pessoas que estão sendo perseguidas e denunciou "campanhas sujas"."Quem critica Zelensky é 'simplesmente pró-russo, pró-Kremlin'", disse.
A porta-voz enfatizou que a situação na Ucrânia é "desumana" e confessou que nunca teria pensado que seu país seria "aquele em que as pessoas são paradas nas ruas e obrigadas a ir para o front". "Eu nunca teria imaginado que todos nós concordaríamos e ficaríamos calados sobre o fato de Zelensky usar o front como punição e usar a guerra como punição, uma punição política", observou.
