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Petro diz que seguirá transição após De la Espriella suspender processo

Presidente colombiano afirmou que deixará "cadeiras vazias" para o novo governo, porém reiterou denúncias sobre supostas irregularidades no processo eleitoral.
Petro diz que seguirá transição após De la Espriella suspender processoAndres Rot / Gettyimages.ru

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou nesta terça-feira (7) a continuidade do processo de transição entre o governo que deixa o poder e a administração eleita. A declaração foi feita após o anúncio do presidente eleito, Abelardo De la Espriella, de que o procedimento seria suspenso.

Em uma publicação em sua conta no X, o presidente colombiano escreveu que "como determina a Lei [951 de 2005], o processo de transição do governo continua perante o povo".

"Serão colocadas cadeiras vazias à espera de que aqueles que roubaram as eleições entendam o que significa governar", acrescentou.

Petro também afirmou que a transição "é uma entrega pública do governo que termina no dia 6 de agosto, às 0h, porque esse foi o mandato do povo e eu obedeço ao povo, a ninguém mais".

"Não estão preparados"

Na avaliação de Petro, a retirada da equipe de De la Espriella do processo de transição se deve ao fato de que seus integrantes "não suportam que toda a população veja que eles não estão preparados e que seus insultos públicos são calúnias".

Anteriormente, o político conservador instruiu seu vice-presidente, José Manuel Restrepo, a suspender "imediatamente o processo de transição com o governo de Petro", que ele classificou como "corrupto".

Na publicação, Petro também reafirmou que, em 20 de julho — data em que convocou uma mobilização em defesa "das reformas sociais e da dignidade do povo colombiano" —, fará seu "último discurso público como presidente da Colômbia no sudoeste de Bogotá".

Da mesma forma, o atual presidente conclamou à "resistência ativa" e, "quando o povo decidir, à desobediência civil" diante do suposto "autoritarismo quase totalitário" que, segundo ele, seria imposto por De la Espriella em seu governo.

"Estamos não apenas diante da iminência do fascismo na Colômbia, mas talvez do maior ataque à democracia mundial desde a época de Hitler", afirmou.

Nesse contexto, ele reiterou sua denúncia pública sobre supostas irregularidades no processo eleitoral que resultou na eleição de De la Espriella para a Presidência.

"Não estamos inventando quando dizemos que o governo de Abelardo foi eleito a partir do exterior, com votos inexistentes em uma porcentagem ajustada automaticamente por algoritmos desenvolvidos por empresas privadas israelenses com o aval de seu governo genocida, e processados pela empresa que eu mesmo denunciei publicamente", declarou.