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'IA de código aberto e acessível é um patrimônio comum da humanidade', afirma Pequim

Chancelaria chinesa diz que modelos abertos, como DeepSeek e Qwen, ampliam o acesso à tecnologia e defende maior cooperação entre o Sul Global na governança da inteligência artificial.
'IA de código aberto e acessível é um patrimônio comum da humanidade', afirma PequimGettyimages.ru / MF3d

A China afirmou nesta quinta-feira (9) que a inteligência artificial (IA) de código aberto e acessível deve ser tratada como um "patrimônio comum da humanidade" e defendeu a ampliação da cooperação tecnológica internacional, especialmente com países do Sul Global.

A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante entrevista coletiva, ao ser questionada sobre o avanço da colaboração em torno de modelos chineses de IA de código aberto.

A porta-voz afirmou que modelos de código aberto desenvolvidos na China, como o DeepSeek e o Qwen, tornaram a inteligência artificial "significativamente mais acessível e econômica", permitindo que mais países tenham acesso às tecnologias e se beneficiem de forma equitativa do desenvolvimento da IA.

Segundo Ning, o governo chinês participa ativamente da Iniciativa Global de Governança da IA, proposta pelo presidente Xi Jinping, e implementa o Plano de Ação Global para a Governança da Inteligência Artificial com o objetivo de fornecer bens públicos internacionais e fortalecer as capacidades de países em desenvolvimento na área.

Conferência internacional

Ning também anunciou que a China sediará, entre os dias 17 e 20 de julho, a Conferência Mundial de IA de 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global de IA, em Xangai. Segundo ela, o encontro reunirá representantes de diferentes países para discutir inovação tecnológica, governança da inteligência artificial e formas de promover um ecossistema mais inclusivo, com foco no desenvolvimento da tecnologia em benefício de todos.