
China defende direitos humanos 'concretos' e critica seu uso político para 'pressão e confronto'

O representante permanente adjunto da China nas Nações Unidas, Sun Lei, afirmou na segunda-feira (6) que os direitos humanos não devem ser utilizados como instrumento político para interferir nos assuntos internos de outros países nem transformar a ONU em uma plataforma de "pressão e confronto".
A declaração foi feita durante discurso de explicação de voto após a aprovação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, do projeto de resolução sobre a revisão do status do Conselho de Direitos Humanos, e reportada pela mídia estatal chinesa.
"O respeito aos direitos humanos por um país não deve ser avaliado com base nos padrões de outros Estados, nem por meio de dois pesos e duas medidas", afirmou Sun Lei.

Segundo o diplomata, os direitos humanos possuem caráter "histórico, concreto e prático", e sua promoção deve considerar as condições políticas, sociais, históricas e culturais de cada país.
Defesa do multilateralismo
Sun Lei também defendeu o fortalecimento da unidade e da cooperação entre os Estados-membros no âmbito das Nações Unidas para aperfeiçoar a governança global dos direitos humanos.
De acordo com o representante chinês, esse objetivo passa por garantir que o Conselho de Direitos Humanos atue de forma justa e objetiva, promover de maneira equilibrada todos os tipos de direitos humanos, combater a politização do tema e ampliar o apoio à capacitação e à assistência técnica destinada aos países em desenvolvimento.
Na avaliação do diplomata, essas medidas contribuirão para tornar a governança global dos direitos humanos "mais equitativa, justa e inclusiva".
