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Nos EUA, Flávio Bolsonaro chama Lula de presidente 'antiamericano' — O Globo

O senador e pré-candidato à Presidência disse que "há grandes chances" de algum opositor de Lula vencer as eleições e que, desta forma, as tarifas contra a economia brasileira não seriam necessárias.
Nos EUA, Flávio Bolsonaro chama Lula de presidente 'antiamericano' — O GloboGettyimages.ru / Andre Borges

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (7), durante audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que há "grande chance" de o Brasil eleger, nas eleições de outubro, um presidente que "não seja antiamericano". A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Ao pedir que o governo dos Estados Unidos suspenda ou adie a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros, Flávio argumentou que uma mudança de governo tornaria as sanções desnecessárias.

"Esperamos que haja a perspectiva de uma mudança no governo brasileiro a partir de janeiro do ano que vem. O que posso dizer é que temos uma grande chance de ter um presidente que não seja antiamericano, como temos hoje", declarou.

O parlamentar defendeu que o tarifaço não é a melhor forma de pressionar o governo Lula e afirmou que as medidas prejudicariam empresas brasileiras e americanas.

"Vocês poderiam esperar ou suspender essa decisão, em respeito à histórica relação entre Brasil e Estados Unidos", disse.

Flávio, PIX e corrupção

Durante o depoimento, Flávio também criticou o governo federal e o Supremo Tribunal Federal, atribuindo ao PT os "quatro maiores escândalos de corrupção da história recente do Brasil". Ele citou o Mensalão, a Operação Lava Jato, as fraudes no INSS e o caso do Banco Master, no qual ele mesmo possui envolvimento.

O senador ainda afirmou que o PIX foi criado durante o governo Jair Bolsonaro, o quenão corresponde à realidade, e defendeu o sistema de pagamentos instantâneos, classificando-o como "uma solução".

  • O desenvolvimento do PIX foi idealizado ainda em 2014, durante o governo Dilma Rousseff e começou de fato no Banco Central em 2016, durante o governo de Michel Temer, com diretrizes definidas em 2018. O sistema foi lançado, então, em novembro de 2020, já na gestão Bolsonaro.

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