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Flávio diz nos EUA que tarifaço ajudaria Lula e que é o 'pior momento' para novas sanções — Folha

Senador e pré-candidato à Presidência participou de audiência do governo Trump sobre investigação comercial contra o Brasil; dias antes, havia pedido o adiamento das tarifas por 180 dias.
Flávio diz nos EUA que tarifaço ajudaria Lula e que é o 'pior momento' para novas sanções — FolhaTon Molina/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (7), durante audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros neste momentobeneficiaria politicamente o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo Flávio, as sanções fortaleceriam o discurso do governo brasileiro e repetiriam o efeito observado após o tarifaço anterior. "Impor tarifas agora criaria uma situação difícil de reverter. Isso premiaria os responsáveis pelas ações questionadas, ao mesmo tempo em que puniria aqueles que arcam com as consequências delas", declarou.

A fala reforça os argumentos apresentados pelo senador em um documento enviado ao USTR na semana passada, no qual pediu o adiamento, por 180 dias, da tarifa de 25% proposta pelo governo Donald Trump. No texto, Flávio afirmou que a medida poderia acabar fortalecendo Lula.

Durante a audiência, o parlamentar também disse defender o PIX, alvo da investigação comercial americana, afirmando que o sistema "não é um problema, mas uma solução", e alertou que novas tarifas poderiam aproximar ainda mais o Brasil da China.

Após a sessão, Flávio disse defender o cancelamento definitivo das tarifas, apesar de ter solicitado anteriormente apenas o adiamento da medida para depois das eleições presidenciais.

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Relações entre Flávio e os EUA

Desde o início do ano, Flávio realizou cinco viagens aos Estados Unidos. Entre elas, participou da conferência conservadora CPAC e esteve na Casa Branca, onde se reuniu com Donald Trump.

Após aquela visita, os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, pauta defendida pelo senador junto ao governo republicano.

Dias depois, o USTR concluiu a investigação comercial contra o Brasil e indicou a possibilidade de novas tarifas de 25%, levando integrantes do governo Lula a associarem a medida às articulações da família Bolsonaro em Washington, acusando o clã de serem "traidores da Pátria".