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'Prendemos Ronaldinho': senadora do Paraguai faz nova ameaça a Mbappé

Celeste Amarilla manteve as declarações contra o atacante francês, afirmou que poderia acioná-lo por suposta "violência de gênero" e voltou a exigir um pedido de desculpas.
'Prendemos Ronaldinho': senadora do Paraguai faz nova ameaça a MbappéJorge Saenz / AP

A senadora paraguaia Celeste Amarilla continua alimentando a polêmica em seu país após os comentários racistas que fez no fim de semana contra o atacante francês Kylian Mbappé, depois que a seleção da França eliminou a equipe paraguaia da Copa do Mundo de 2026.

Na segunda-feira (6), Amarilla fez uma nova ameaça contra Mbappé, ao colocar em dúvida que o jogador francês soubesse ler. "Eu diria para ele tomar cuidado com os paraguaios. Não se meta com os paraguaios (...) aqui nós até prendemos Ronaldinho por ser corrupto", afirmou a parlamentar, em referência à detenção do ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho, em 2020, por tentar entrar no Paraguai com documentos falsos.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), a senadora não voltou atrás em suas declarações racistas e discriminatórias e chegou a afirmar que poderia processar o atacante por suposta "violência de gênero".

"Não me subestime, Mbappé. Eu posso entrar com uma ação contra você, contratar um advogado, e vão dizer que eu posso ganhar. Isso é grave, isso sim é grave", afirmou, ao tentar minimizar a repercussão negativa provocada por suas ofensas.

Por fim, disse considerar que o jogador francês lhe devia um "pedido de desculpas".

O que aconteceu?

O escândalo — que provocou a reação do governo francês e a condenação da administração de Santiago Peña — começou no último sábado (4), quando Amarilla publicou comentários ofensivos contra Mbappé nas redes sociais.

"Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamava cocos, e o mais instruído que ouviu foram chimpanzés", escreveu.

As declarações foram feitas no mesmo dia em que a França eliminou o Paraguai da Copa do Mundo, com um gol de pênalti de Mbappé nas oitavas de final.

Após a derrota da equipe sul-americana, a senadora escreveu: "Camaronês colonizado, fingindo com força ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio (...). A única coisa que muitos de nós cobramos da Albirroja é que não tenha dado um tapa com a mão aberta nele depois que o jogo terminou".

O próprio Mbappé respondeu diretamente à senadora. "A senhora é uma mulher desprezível e indigna do cargo que ocupa. A senhora não representa o Paraguai, um país que demonstrou paixão e honra ao longo de toda a competição", afirmou.

Por sua vez, a ministra dos Esportes, Juventude e Vida Comunitária da França, Marina Ferrari, declarou na segunda-feira (6) estar "absolutamente escandalizada" com as declarações.

Já a Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou que apresentará uma denúncia ao Ministério Público para que sejam adotadas medidas legais em razão das declarações "racistas" de Amarilla.

Ao mesmo tempo, o presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou apoio a Mbappé e afirmou: "Quando as palavras maculam, nossos valores respondem: dignidade, respeito e fraternidade".