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O que se sabe sobre escândalo de racismo na Copa do Mundo envolvendo senadora paraguaia e Mbappé

Celeste Amarilla chamou o atacante francês de "bruto" e disse que "as pessoas mais educadas que ele conhecia eram chimpanzés", após a eliminação de seu país da Copa do Mundo.
O que se sabe sobre escândalo de racismo na Copa do Mundo envolvendo senadora paraguaia e MbappéGettyimages.ru / Richard Sellers / Allstar

Um novo escândalo eclodiu no sábado (4) na Copa do Mundo de 2026, após uma senadora paraguaia fazer comentários racistas sobre o atacante francês Kylian Mbappé, provocando reações das autoridades francesas, do jogador e do próprio governo paraguaio.

No mesmo dia em que a França eliminou o Paraguai da Copa do Mundo, Celeste Amarilla atacou o astro francês: "Aquele bruto nem aprendeu a escrever, em vez de mamar no peito da mãe, chupava cocos. As pessoas mais educada que ele conhecia eram chimpanzés", declarou em suas redes sociais.

"Um camaronês colonizado, fingindo ser durão como um francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio (...). A única queixa que muitos de nós temos em relação à seleção paraguaia é não ter dado um tapa nele após partida", acrescentou.

A França derrotou o Paraguai por 1 a 0 em uma partida tensa, com um gol de pênalti marcado por Mbappé.

A reação francesa

O próprio Mbappé respondeu diretamente à senadora. "Você é uma mulher desprezível, indigna do seu cargo. Você não representa o Paraguai, um país que demonstrou paixão e honra durante toda a competição", disse ele.

Por sua vez, a ministra francesa do Esporte, Juventude e Vida Comunitária, Marina Ferrari, expressou sua "absoluta indignação" com as declarações na segunda-feira (6). Enquanto isso, a Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou que apresentará uma queixa ao Ministério Público para iniciar um processo legal contra as declarações "racistas" de Amarilla. O presidente francês, Emmanuel Macron, também prestouapoio a Mbappé: "Quando as palavras profanam, nossos valores respondem: dignidade, respeito, fraternidade".

Governo paraguaio se distancia do escândalo

O Poder Executivo do Paraguai repudiou as declarações da senadora, afirmando que "elas não representam de forma alguma a posição do Governo da República do Paraguai ou do povo paraguaio".

O que disse a FIFA?

Ao mesmo tempo, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, condenou as declarações racistas: "Todo o mundo do futebol e a sociedade se solidarizam com o capitão da França; devemos lutar contra o racismo e erradicá-lo juntos".

"Nosso esporte deve permanecer um espaço inclusivo e seguro para todos, e nossos esforços continuam para erradicar o flagelo do racismo do nosso belo esporte e da nossa sociedade", afirmou.