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Brasil rebate proposta de tarifaço dos EUA e sai em defesa do PIX

Documento assinado pelo Itamaraty rebate proposta de tarifaço de 25% do governo de Donald Trump: "Imporiam custos reais à economia dos EUA".
Brasil rebate proposta de tarifaço dos EUA e sai em defesa do PIXGettyimages.ru / studiocasper

O governo brasileiro enviou aos Estados Unidos, na quarta-feira (1º), uma resposta oficial contestando a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e rebatendo críticas ao PIX feitas pelo United States Trade Representative (USTR).

No documento de 29 páginas, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Itamaraty afirma que a medida "imporia custos reais à economia dos EUA" e prejudicaria empresas e consumidores norte-americanos.

Segundo o governo brasileiro, dezenas de empresas e associações comerciais dos Estados Unidos já pediram que determinados produtos brasileiros sejam excluídos das tarifas, alegando falta de fornecedores nacionais e risco de aumento de preços para consumidores e indústrias.

"Os participantes do mercado esperam que uma ampla implementação de tarifas prejudique, em vez de promover, os interesses econômicos dos EUA", afirma o documento.

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Questão do PIX

A resposta também rebateu ataques contra o PIX. O Itamaraty destacou que o sistema é uma infraestrutura pública de acesso aberto e lembra que companhias dos EUA, como Google Pay e Visa, operam normalmente dentro do ecossistema brasileiro.

"Esses fatos contradizem diretamente a sugestão de que o PIX opera como um campeão nacional fechado do qual as empresas americanas são excluídas ou ao qual são submetidas em termos discriminatórios", afirma o texto.

O governo brasileiro também argumenta que os próprios Estados Unidos adotaram modelo semelhante ao criar o FedNow, operado pelo Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.

Prejuízo mútuo

O governo brasileiro conclui que a adoção do tarifaço tende a enfraquecer as relações entre os países. "Isso oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos", diz a manifestação enviada a Washington.