
Kremlin detalha proposta da Rússia de criar zona de segurança na fronteira ucraniana

O Kremlin detalhou os planos russos para estabelecer uma zona de segurança ao longo da fronteira com a Ucrânia, conforme anunciou o porta-voz presidencial Dmitry Peskov neste domingo (5), em entrevista ao jornalista Pavel Zarubin.

Segundo o representante russo, essa medida se tornou necessária diante da "natureza agressiva" do regime de Kiev, visando salvaguardar os cidadãos russos de ataques transfronteiriços. Peskov enfatizou que essa área de amortecimento será criada na extensão necessária para assegurar a proteção territorial.
As declarações ocorrem no contexto em que o Kremlin acusa as nações ocidentais de auxiliarem Kiev, particularmente no direcionamento de armamentos contra alvos russos mediante infraestrutura satelital e tecnológica avançada, transformando a operação militar especial em "uma guerra de verdade".
O presidente Vladimir Putin reforçou essa estratégia anteriormente ao advertir que quanto mais ataques a Ucrânia desferir contra solo russo, maior será a amplitude da zona de segurança estabelecida.
Avanço estratégico
Peskov destacou que a dinâmica militar favorece cada vez mais as tropas russas, com avanços metódicos produzindo resultados concretos e visíveis no terreno.
O porta-voz sublinhou que aqueles que compreendem a situação reconhecem a ineficácia das tentativas ucranianas de reverter o panorama bélico.
Nesta semana, o Exército russo anunciou a libertação de Konstantinovka, localidade estratégica na República Popular de Donetsk. Essa conquista representa um marco substancial, tratando-se de um passo fundamental rumo ao último bastião de Kiev na região do Donbass, pelo controle do complexo fortificado de Kramatorsk e Slaviansk.
O governo russo reitera que todo carregamento de armamento ocidental destinado à Ucrânia será considerado alvo legítimo, acusando Kiev de utilizar esse arsenal para atacar civis russos.

