
Navios russos chegam à China para participar de exercícios conjuntos no Mar Amarelo

Embarcações da Frota do Pacífico da Rússia aportaram neste domingo (5) na base naval de Qingdao, na província chinesa de Shandong, para os exercícios Interação Marítima 2026, marcando mais um capítulo na cooperação militar entre Moscou e Pequim, em fato reportado pela imprensa de ambos os países.

O contingente russo compreende o cruzador de mísseis da Guarda Revolucionária Varyag, a corveta Rezki, o submarino diesel-elétrico Ufa e o navio de salvamento Igor Belousov.
Do lado chinês, participam os contratorpedeiros Anshan e Kaifeng, a fragata Wuhu, um submarino classe Yuan, o navio de apoio logístico multifuncional Kekexilihu e a embarcação de resgate Yancheng, além de helicópteros embarcados e contingentes de infantaria naval.
As manobras, agendadas para transcorrer entre 6 e 13 de julho nas águas do Mar Amarelo, visam aprimorar a capacidade conjunta de resposta a ameaças à segurança marítima. Conforme declarações do Ministério da Defesa chinês, a iniciativa integra o planejamento anual de cooperação bilateral e busca salvaguardar a paz e a estabilidade regional.

Agenda de cooperação
Durante a fase portuária, serão realizadas cerimônias de boas-vindas, discussões especializadas, visitas recíprocas às embarcações e atividades de confraternização, incluindo partidas amistosas de basquete e recepções.
Na etapa marítima, com suporte da aviação naval, os militares executarão operações conjuntas de busca e salvamento, aperfeiçoarão táticas antissubmarino e sistemas de defesa antiaérea, além de conduzirem exercícios de tiro de artilharia.
Posteriormente às manobras no Mar Amarelo, forças de ambas as nações empreenderão patrulhas marítimas coordenadas em áreas estratégicas do Oceano Pacífico, demonstrando determinação em enfrentar coletivamente desafios securitários.
A parceria naval sino-russa remonta a agosto de 2005, quando ocorreram os primeiros exercícios no Mar Amarelo como componente da operação Missão de Paz 2005, sob égide da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
«A OCX E SEU PAPEL NA CONSOLIDAÇÃO DE UM MUNDO MULTIPOLAR»
Desde 2012, as manobras Interação Marítima se tornaram eventos anuais autônomos, direcionados a fortalecer a prontidão operacional conjunta contra ameaças marítimas e aprofundar a parceria estratégica abrangente da nova era entre Rússia e China, consolidando vínculos militares e demonstrando capacidade coordenada de ação.

