
Caso Deolane: investigação aponta plano de transferência de R$ 27 milhões do PCC para Dubai

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra a influenciadora e advogada brasileira Deolane Bezerra, diante de investigação que aponta seu envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), informou na quinta-feira (18) o portal g1.

Segundo as autoridades, a estratégia criminosa pretendia expandir operações financeiras ilícitas para os Emirados Árabes Unidos, transferindo patrimônio do grupo para fundos e empresas estabelecidas em Dubai.
A decisão judicial que acusou a influenciadora se baseia em análises que revelaram a movimentação de aproximadamente R$ 27 milhões em suas contas bancárias. Os investigadores identificaram técnicas características de lavagem de capitais, incluindo pulverização de depósitos, emprego de laranjas e discrepâncias em documentação fiscal.

Suposto esquema de lavagem
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Deolane teria recebido transferências provenientes de uma transportadora de cargas controlada pelo PCC, sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Os repasses teriam sido coordenados por Everton de Sousa, conhecido como "Player" ou "Temer", identificado como operador financeiro de Alejandro Herbas Camacho Junior, irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado liderança máxima da organização criminosa.
Entre as evidências reunidas pela investigação constam áudios atribuídos à influenciadora que, segundo a acusação, indicariam que valores relacionados ao PCC estariam sendo armazenados em propriedades registradas em seu nome e de seus filhos.
Como medida cautelar, a Justiça ordenou o bloqueio de diversos bens de luxo, entre eles uma Lamborghini Huracán, uma Mercedes-Benz AMG G63 e uma Cadillac Escalade.
Deolane permanece em prisão preventiva desde 21 de maio no município de Tupi Paulista. A defesa da influenciadora confronta as acusações, declarando que ela não mantém qualquer ligação com o crime organizado e que todos os seus rendimentos possuem origem lícita e foram devidamente declarados às autoridades fiscais.

